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Clima de alegria e emoção marcam retorno da Feijoada da Família Portelense

Depois de oito meses sem eventos, agremiação recebeu público seguindo diversos protocolos de segurança

Após oito meses, a Portela reabriu sua quadra, em Madureira, no último sábado (7), com a tradicional Feijoada da Família Portelense. A alegria e a emoção com a volta das atividades marcaram o evento, que recebeu cerca de 1.200 pessoas e contou com a bênção especial de um padre.

 

Para recepcionar os frequentadores com total segurança, a escola, que foi a primeira do Grupo Especial a retomar sua programação, elaborou um rígido protocolo sanitário, que incluiu redução da capacidade de público em 50%, medição de temperatura na entrada, instalação de dispensers de álcool em gel, sinalização, tapetes higienizantes e uso de máscaras, entre outras medidas. Uma equipe com 40 pessoas ajudou a orientar o público no cumprimento dos protocolos.

A abertura ficou por conta do grupo Samba dos Crias. Em seguida, se apresentaram o grupo Tempero Carioca, e os cantores Flavia Saolli, Wanderley Monteiro e Sandra Portella. O encerramento foi com a bateria Tabajara do Samba, a rainha Bianca Monteiro, o intérprete Gilsinho, passistas e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, Marlon Lamar e Lucinha Nobre. Mestre Monarco, Tia Surica e os demais membros da Velha Guarda, que são os tradicionais anfitriões da festa, foram poupados do show, assim como a ala das baianas e o Departamento Feminino.

O presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, classificou como positiva a volta da Feijoada. “Foi um momento muito esperado por todos nós. Sabemos que muitas pessoas ainda têm receio de sair de casa, por isso nos esforçamos, ao máximo, para garantir a segurança de todos os que vieram. Foi um importante primeiro passo. Nossa equipe conseguiu cumprir, sem nenhum incidente, todos os protocolos que foram alinhados em reunião com os órgãos competentes.”

O presidente e o vice, Fábio Pabão, também fizeram questão de homenagear a memória dos componentes da Portela que faleceram durante o tempo em que as atividades ficaram paralisadas, como o músico Dinho Santiago, da Velha Guarda Show, e o cartunista Lan, sócio benemérito da agremiação. Antes de pedir um minuto de silêncio, Luis Carlos Magalhães completou: “Nós temos uma missão a cumprir. Temos que manter a nossa escola firme, em pé e para frente, conquistando títulos e honrando seu passado.”

Outra grande alteração no formato do evento foi na compra de bebidas, feijoada e petiscos. Para evitar filas no caixa e no bar, a venda foi feita exclusivamente através de garçons, que levavam os produtos até as mesas. Os ingressos foram vendidos pela internet, e a disposição das mesas respeitou o distanciamento de dois metros entre cada uma. Além disso, o espaço foi higienizado por uma empresa especializada.

Antes da abertura, o padre Marcelo Freitas, da Paróquia São João Paulo II, no Caju, benzeu toda a quadra e mandou uma mensagem para os frequentadores. “A Portela é um local de alegria, de promoção da vida e de muitos projetos sociais. Que a reabertura possa representar um marco na conscientização pela preservação da vida, seguindo todos os cuidados necessários”, disse o sacerdote, que também é capelão da Portela.

“É muito bom poder estar de volta. Todos nós estávamos sentindo muita falta. Sabemos que nada será como antes, mas vamos fazer todo o esforço para nos adaptar ao novo normal. O samba é alegria, é festa, é convivência. A Portela é uma família e, aos poucos, todos nós poderemos nos reencontrar”, comemorou a porta-bandeira Lucinha Nobre.

Vale ressaltar que, pelo terceiro mês consecutivo, a Azul e Branco ofereceu sua famosa feijoada em sistema de delivery. Quem ainda não se sentiu à vontade para voltar à quadra, teve a chance de degustar o prato no conforto de casa.

 

 

Crédito das fotos em anexo: Raphael Perucci / Divulgação

 

Crédito da foto garcom.jpg: Marcelo Moura / Divulgação

 

Fotos 0312 e 0334: Henrique Matos / Divulgação