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Samba perde Davi Corrêa, autor de inesquecíveis samba enredo no Rio

Carioca, compositor fez sambas antológicos na Portela e Mangueira, entre outras escolas. Morte foi por problemas renais, após atropelamento

O mundo do samba perdeu nesse domingo (1O), um dos mais tradicionais compositores. David Corrêa, autor de obras memoráveis do carnaval do Rio de Janeiro nos últimos anos, faleceu aos 82 anos. Na segunda quinzena de abril, o artista sofreu um atropelamento em Jacarepaguá. Passou por cirurgia e teve alta hospital. Porém, teve um problema renal, nos últimos dias, foi internado e acabou falecendo.

Quem foi – David Corrêa é autor de algumas dsa mais belas canções que as grandes escolas apresentaram na Marquês de Sapucaí, como “Macunaíma, Herói de Nossa Gente” (1975); “Hoje Tem Marmelada” (1980), “Das Maravilhas do Mar, Fez-se o Esplendor de Uma Noite” (1981); “Skindô, Skindô” (1984), todas pela Portela, sua escola de coração. Outro sucesso é o samba enredo “Atrás da Verde e Rosa Só não Vai Quem Já Morreu” (1994), na Mangueira.

Fora do carnaval, lançou quatro álbuns musicais de samba e pagode. Menino Bom em 1976; Lição de Malandragem em 1981; Pique Brasileiro em 1986, fazendo sucesso com a música “Estrela de Oiá”; e Chopp Escuro em 1991. Suas composições foram gravadas por artistas como Elza Soares, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Almir Guineto, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Alcione, entre outros.

 

Crédito: O São Gonçalo