Império da Tijuca explana Fantasias à Imprensa

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Obs1: a ala 19 é correspondente aos compositores, será lançada em outro momento

Ob2: créditos das fotos: comunicação Império da Tijuca

Obs3: informações de vendas de fantasias e inscrição para ala da comunidade pelo site da escola (www.imperiodatijuca.com.br)

O GRESE Império da Tijuca apresentou neste domingo para a sua comunidade do morro da formiga e amigos simpatizantes da escola, os protótipos de fantasias para o carnaval de 2023 em sua tradicional feijoada imperial.

Regado a muito samba e feijão, a direção da agremiação Verde Branco do bairro da Tijuca proporcionou ao público presente no salão nobre do Tijuca Tênis Clube uma tarde de muitas surpresas, com o apadrinhamento da ala amigos dos compositores pela cantores Lu Fogaça & Nego Wando e elogios recebidos. Por todos os presentes no local. Ao conhecerem as vinte fantasias que irão compor o desfile “Cores do Axé”, de criação dos carnavalescos Ricardo Hessez.

Ricardo Hessez, que assina o carnaval em dupla com Jr. Pernambucano, comenta ter sido um processo tranquilo para a elaboração dos desenhos das fantasias e que, conversar antes com a comunidade foi fundamental neste processo para elaborarem traços de acordo com a identidade da agremiação, logo, os traços foram surgindo com fluidez. “Eu e Junior mergulhamos nas obras do Carybé pra pensar estas fantasias junto com que ouvimos da comunidade sobre o Império da Tijuca. Foi um processo divertido e em conjunto para que os estilos dos dois carnavalescos e da escola fossem respeitados. Depois em seguida fomos para a execução com o ateliê do Alex Cunha e Indira (responsável pelas baianas), saiu tudo como pensamos no início do projeto”. Disse o carnavalesco, afirmando ter ficado emocionado com a receptividade da escola ao conhecerem a fantasia: É muito bonito ver uma comunidade se identificar com o que vê. E saber que nos calçamos no que vai realmente para avenida, somado ao prazer de ver a comunidade se vestindo com orgulho não tem preço. Estamos muito felizes com as reações de carinho da comunidade tijucana!”

Luan Teles, diretor de carnaval, fez uma análise do evento realizado neste domingo e da entrega dos protótipos: “Com a incerteza que passamos para fazer o carnaval do acesso ao especial no Rio, não conseguimos fazer a nossa apresentação dos protótipos em uma noite solene e ontem abrilhantar ainda mais nossa feijoada mensal com nossos lindos protótipos  – que tenho que parabenizar o trabalho de nossos carnavalescos – que com a grande dificuldade da escola e a falta de grana, ainda sim fizeram aquelas maravilhosas fantasias. Nossos segmentos e comunidades ficaram felizes com o que foi apresentado e com isso seguimos fortes para fazer um grande desfile no carnaval de 2023.” Disse.

No próximo ano, o Império da Tijuca será a sétima escola a desfilar pela série Ouro do carnaval do Rio, no sábado de carnaval (18/02), buscando o título de carnaval desta divisão.

 

INFORMAÇÕES FANTASIAS:

 

1º SETOR: Das cores do axé nasce a vida.

O Olodumare Deus supremo criador riscou o universo com as cores e a força do axé, tal qual o artista pinta uma tela em branco, desta energia ancestral surgiu a natureza e da natureza os elementos e os deuses orixás que cultuamos.

 

Ala 1: “kosi Ewe, kosi orixás” (Sem folha não há orixá).

No início o axé se ramificou em galhos frondosos que criaram raízes fortes e encheram de verde o mundo que conhecemos. Destas raízes também nasceram os deuses orixás.

 

Ala 2: Orixá Elemento.

A tinta se espalha e tinge de vida o planeta. Cada cor é um elemento, cada elemento é um orixá.

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2º SETOR: O axé do assentamento.

Fincada a raiz é assentado o orixá, para que possamos cultuá-los em batuques e rituais.

 

Ala 3: Instrumentos sagrados.

Além do assentamento, cada orixá possui seu instrumento. Seja para guerrear, ou para celebrar. Esses instrumentos também são fontes de axé

 

Ala 4: Ogãs.

“Firma o ponto na gira, não deixe cair”! Para trazer o orixá pavimentam a estrada do batuque que movimenta os corpos e enche de som os terreiros. São os Ogãs que orquestram histórias contadas em rituais.

 

Ala 6: Iaôs.

Deitei pra santo, raspei, catulei. O axé também é energia que é passada, da entidade para a humanidade, e para fazer a cabeça é preciso a iniciação. É nesta iniciação que surgem as Iaôs.

 

Ala 7: Babalorixá e Ialorixá.

São eles quem guardam histórias de axé dos terreiros. Responsáveis por cuidar dos assentamentos e guiar os filhos de santo, passando de geração em geração os rituais e saberes.

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3º SETOR: Nuance de festa emoldurada na fé.

Assentado o orixá abrimos os terreiros e ocupamos as ruas, prontos para celebrar e espalhar axé colorindo de vida as ladeiras.

 

Ala 8: O Padê abre os caminhos.

Antes de começar as festas e celebrações oferecemos o Padê para Exu.

É Exu quem abre os caminhos e agencia a boa vontade dos orixás que serão invocados nos cultos. Laroiê Exu!

 

Ala 9 (PASSISTAS): Lavagem do Bonfim.

Na quinta-feira que antecede o segundo domingo após o dia de Reis, no mês de janeiro, celebramos a famosa lavagem do Bonfim. Os fiéis ocupam as ladeiras da Cidade Baixa, em Salvador, para testemunhar o encontro de duas faces, Nosso Senhor do Bonfim com nosso pai Oxalá. Epa Babá Oxalá!

 

ALA 10 (BATERIA): Devotos do Bonfim.

Subimos a ladeira pra celebrar nosso pai Oxalá sincretizado na fé e pedir axé! Amém nosso Senhor do Bonfim! Epá Babá Oxalá!

 

ALA 11 (BAIANAS): Oferendas.

Cada orixá possui seu alimento e é através desse alimento que passamos nossos agradecimentos aos orixás. Nossa ala de baianas vem carregada de axé para colorir a avenida e celebrar mais um ano de tradição e resistência no samba.

mais um ano de tradição e resistência no samba.

 

Ala 11: Olubajé.

“Um banquete para o rei vamos te oferecer”. É na folha de mamona que servimos as comidas típicas da festa em homenagem a Obaluaiê rememorando o Itã. Recebemos o axé através do banho de pipoca, cantamos e dançamos ao som do Opanijé e acima de tudo, confraternizamos em paz e harmonia. Atotô Obaluaiê

 

Ala 12: Fogueira para Xangô.

É no mês de julho que celebramos São João e acendemos a fogueira pra Xangô, tocamos o alujá, entoamos cânticos para o rei do fogo e da justiça! Kabecilê Xangô!

 

Ala 13: Barcos em oferenda.

No dia dois de fevereiro, os barquinhos adornados com flores e enfeites deslizam pelas águas azuis na eminência do axé de Yemanjá. São preces e cânticos que ecoam nas praias da Bahia, inspirando o olhar atento do artista. Odoya Yemanjá!

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4º SETOR: O axé da troca.

Adoramos celebrar e agora é hora de compartilhar e receber axé na troca das mãos, no cheiro da feira, no vem e vai dos corpos e dos gestos.

Entramos agora no último setor para mostrar que axé é a energia que cada um carrega dentro de si e vibra para o mundo.

 

Ala 14: Tabuleiro da Baiana (Acarajé).

No tabuleiro da baiana tem axé, cada porção contém um pouco de ancestralidade e ensinamentos dos terreiros de candomblé. As baianas ocupam as calçadas para partilhar e receber axé através do acarajé e de tantos outros produtos. É assim que ganham a vida e perpetuam a tradição.

 

Ala 15: Feira dos Objetos de Axé.

Quem não pode com mandinga não carrega patuá! Mas na dúvida é melhor proteger o corpo e alma com uma figa para dar boa sorte e abrir os caminhos. Objetos de axé guardam dentro de si energias positivas que nos dão confiança para alcançar nossos objetivos.

 

Ala 16: Feira de São Joaquim.

Na feira de São Joaquim encontra-se de tudo e troca-se axé.

É na gritaria do vai e vem da feira que passamos energia uns para os outros e compramos aquele banho de ervas para vibrar positivamente. Também é na feira que experimentamos aquele bom peixe frito pescado logo cedo e envolto em histórias e axé do pescador.

 

Ala 17: Na ginga da capoeira.

No som do berimbau está a vibração do axé, que movimenta o corpo para o jogo de capoeira. Dançando e lutando compartilhamos energia, enfeitamos de cores e movimentos as ladeiras da Bahia.

 

Ala 18: Boêmia.

A noite cai e com ela vem a troca de axé nos bares e esquinas. Partilhamos risadas e boas histórias na mesa dos botecos ao som do samba.

 

 Ala 20: Pavilhão.

Nessa viagem de axé chegamos às celebrações baianas e cariocas das escolas de samba. Para cada agremiação o pavilhão é a fonte de axé que no girar da porta-bandeira preenche de axé as quadras e guarda preceitos e tradições dos que se já foram. Hoje reimaginamos nosso pavilhão através dos traços do artista que pintou tantas manifestações de axé.


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