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1969 O Samba e a Ditadura

 

O Salgueiro iniciou seu desfile passava das 11:30 horas, sob um forte calor como de costume no verão do Rio de Janeiro. O memorável abre-alas trouxe uma Iemanjá com aproximadamente 3 metros de altura confeccionada em papel-machê e gotas de espelho, que formaram uma cascata de luz que refletia o forte sol daquela manhã. Um momento único. A escola finalizou o desfile de 1969 levantando o público e consagrando os carnavalescos Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues.

A Mangueira Com o enredo “Mercadores e suas Tradições”, que relembra o ciclo do ouro e os bandeirantes a desbravar o interior do país. Realizou um bom desfile que empolgou o publico na avenida.

A Portela com o Carnavalesco Clóvis Bornay trouxe o enredo “As Trezes Naus”, se apresentou mesmo com as altas temperaturas do verão carioca, que castigava a madrugada da Avenida Presidente Vargas, um belo desfile com seus 4.000 componentes, 65 alas e 250 ritmistas. O samba de autoria de Ari do Cavaco, na voz de Silvinho conquistou o público já no início da apresentação, prenúncio de um grande espetáculo.

No ano de 1966 eu conheci o Bafo da Onça, passado estes três anos mesmo sem eu perceber, eu me envolvi com aquele bloco que eu adorava ver o desfile na Avenida Rio Branco. Neste carnaval de 1969 encontrei vários amigos desfilando e vendo a alegria que todos estavam, um deles me chamou para dentro da Avenida e disse “cara porque você não sai com a gente”. Dai em diante eu nunca mais esqueci aquele dia.

Aconteceu no Carnaval

1969 – Com a edição do AI-5, a ditadura militar acreditava que o Império Serrano com o enredo “Heróis da Liberdade”, e um dos mais bonitos samba da historia de acordo com a crítica especializada, estaria homenageando a oposição ao regime. Ao final de muita conversa o Império Serrano não foi obrigado a substituir o enredo, porém algumas alterações em seu samba foram necessárias.

Carnaval sobre a Bahia dava azar “Em 1969, quando Fernando Pamplona anunciou que o enredo era “Bahia de Todos os Deuses”, os Salgueirenses ficaram preocupados. Havia crença geral que o carnaval sobre a Bahia dava azar, pois todas as escolas que tinham feito carnavais a respeito do tema não haviam conseguido passar do 3° lugar. Inclusive o Salgueiro, em 1954 ficou nessa posição com “Uma romaria à Bahia”. A coisa piorou ainda mais quando foi determinado que a escola iria se formar do lado direito da candelária, que segundo os sambistas, também dava azar. Contra todos os prognósticos pessimistas Salgueiro foi campeão nesse ano”.

“Uma das alegorias consideradas mais bonitas, verdadeira obra de arte foi a “Yemanjá”, confeccionada para o carnaval de 1969, por Arlindo Rodrigues toda em “Papier-machê” prateada. A “Yemanjá” estava sentada, pequenos e numerosos espelhos que com o toque da luz do Sol deu o efeito tão desejado pelo artista. Naquele ano o Salgueiro iniciou seu desfile por volta de 11:00 horas.

Após 13 anos Delegado e Neide da Mangueira, uma das duplas de Mestre-Sala e Porta-Bandeira jamais vistas. Encerravam as suas apresentações

Após desentendimento na Mangueira, Gigi acabou desfilando pela Mocidade Independente de Padre Miguel, ao lado de Mestre André a frente da Bateria.

Somente as 10 primeiras escolas que desfilaram no Grupo – 2 foram julgadas. Devido aos atrasos no desfile por problemas no som, os jurados abandonaram o palanque do julgamento. Então ficou decidido que nenhuma escola seria rebaixada para o Grupo

Estas eu deixei de falar

1968 – Ismael Silva fundador da primeira escola de samba do Rio de Janeiro a Deixa Falar, não assistiu o desfile porque não possuía dinheiro para comprar ingresso e não foi recebido pelo secretário de Turismo que alegou não conhece-lo.

Criação da ala das baianas – Em 1960 Foi na gestão de Roberto Paulino, biênio 60/62 na Estação Primeira de Mangueira, que foi criada a Ala das Baianas com as características atuais. Eram 125 baianas coordenadas por D. Neuma.

1965 – Nota até para quem não desfilou, neste ano também aconteceram às trapalhadas dos jurados, os julgadores do quesito mestre sala e porta bandeira, deram notas mais altas, seis e oito ao casal da Imperatriz Leolpodinense, só que o casal em questão não desfilou porque a fantasias não chegaram a tempo.

Desfile Extra “De 1958 a 1962, a Coca-Cola Refrescos e o Jornal Última Hora, patrocinaram desfiles extra antes do carnaval (realizou-se na Praça 7 e no Campo do Fluminense). A iniciativa não se repetiu”.

Desfile das Escolas de Samba

O carnaval de 1969 teve o seguinte resultado: Grupo 1 Candelária – 16/02.

Acadêmico do Salgueiro com enredo “Bahia de Todos os Deuses” com 129.0 pontos, Estação Primeira de Mangueira com enredo “Mercadores de suas Tradições” com 126.0 pontos, Portela com enredo “Treze Naus” com 118.0 pontos, Império Serrano com enredo “Heróis da Liberdade” com 113.0 pontos, Unidos de Vila Isabel com enredo “Yayá do Cais Dourado” com 105.0 pontos, Unidos de São Carlos com enredo “Gabriela Cravo e Canela” com 101.0 pontos, Mocidade Independente de Padre Miguel” com enredo “Vida e gloria de Francisco Adolfo Vanhanen” com 96.0 pontos, Imperatriz Leolpodinense com enredo “Brasil, Flor Amorosa de Três Raças” com 95.0 pontos, Unidos de Lucas com enredo “Rapsódia Folclórica” com 93.0 pontos, Em Cima da Hora com enredo “Ouro Escravo” com 90.0 pontos.

Foram rebaixadas para o Grupo 2 as escolas: Unidos de Lucas e Em Cima da Hora.

Grupo: 2 Avenida Rio Branco – 16/02

Acadêmico de Santa Cruz com enredo “O Rio dos Vice-Reis” com 100.0 pontos, Unidos do Jacarezinho com enredo “Vila Rica do Pilar” com 98.0 pontos, Paraiso do Tuiuti com enredo “O Mundo da Poesia de Olavo Bilac” com 97.0 pontos, União de Jacarepaguá com enredo “Memória Histórica do Primeiro Império” com 95.0 pontos, Aprendizes da Gávea com enredo “Último baile Imperial” com 92.0 pontos, Lins Imperial com enredo “A Imperatriz das Rosas” com 92.0 pontos, Unidos de Padre Miguel com enredo “Três Lendas do Amor” com 91.0 pontos, Unidos da Tijuca com enredo “Tijuca sempre Jovem” com 91.0 pontos, Beija-Flor de Nilópolis com enredo “O Paquete do Exílio” com 83.0 pontos, União do Centenário com enredo “Barão de Mauá” com 83.0 pontos. Império da Tijuca com enredo “O Negro na Civilização Brasileira”, Independente do Leblon com enredo “Baile das Rosas”, São Clemente com enredo “Assim dança o Brasil”, Tupy de Brás de Pina” com enredo “Senzala em Festa”.

Subiram para o Grupo 1 as Escolas: Acadêmico de Santa Cruz e Unidos do Jacarezinho.

Não houve rebaixamento para o Grupo 3 na Praça XI.

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Referencias:

wikipédia, carnavalcomthiago, facebookavantemangueira, a cartilha das escolas de samba,

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