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1971 – O Tempo e a Avenida

1971 – O Salgueiro com “Festa para um Rei Negro”, enredo sobre a visita de príncipes africanos a Pernambuco. O sucesso do desfile começou na escolha do samba. A composição de Zuzuca se espalhou e todo o povo conhecia a letra “ Ô-lê-lê, ô-lá-lá, pega no ganzê, pega no ganzá ”. Quando a escola iniciou seu desfile, a avenida parecia um imenso salão de baile onde todos cantavam e dançavam. A escola toda de vermelho e branco impressionou o público e mais uma vez foi aclamada como campeã do carnaval.

1971 – Mais um ano marcado por chuvas fortes em nosso carnaval, que atrasaram por mais de 90 minutos o inicio do desfile das escolas de samba do grupo 1. Obrigada a cumprir a exigência do tempo regulamentar de desfile imposto a partir do ano de 1970 em 75 minutos. A Portela foi à última escola a se apresentar, dando inicio ao seu desfile por volta das seis da manhã. Trazendo uma enorme águia móvel e sua bateria com 220 componentes incluindo 20 mulheres logo atrás da comissão de frente, a escola já apresentava sinais do por que seria considerada uma das favoritas ao título. O público mesmo antes do início do desfile já cantava o samba portelense, interpretado por Candeia, que cumpria a sua função apresentando-se em cadeira de rodas. Com 3.000 componentes e com um carnaval orçado em 400.000 cruzeiros, mais uma vez o luxo e o requinte das alegorias e das fantasias desenvolvidas por Yarema, estiveram presentes no desfile da Portela.

1971 – O Império Serrano com o enredo “Nordeste, Seu Povo, Seu Canto, Sua Gente”, sobre a cultura e o folclore nordestino. Um magnifico trabalho apresentado por Fernando Pinto, que estreou sua carreira de carnavalesco na escola neste mesmo ano. A escola fez uma grande apresentação, além do bom samba e do intérprete Roberto Ribeiro que foram pontos muito positivo do desfile.

Aconteceu no Carnaval

1970 – Por motivo de segurança, a abertura dos envelopes com as notas dos jurados foi realizada no Regimento Caetano de Farias da Polícia Militar.

1971 – Jorginho do Império filho de Mano Décio da Viola, foi eleito cidadão samba do Estado da Guanabara.

1971 – Acontece a estreia de Roberto Ribeiro como puxador de samba no Império Serrano.

O Império foi à primeira escola a trazer todos os seus componentes fantasiados e também a ter o casal               de mestre-sala e porta-bandeira no meio da escola, e não à frente, como era de costume. Inovações que se tornaram a regra de todas as outras escolas.

1971 – Festa para um rei negro Samba de Zuzuca, responsável direto pela implementação de um novo modelo de compor,  baseado sobretudo no refrão e no fraseado solto e descompromissado, em lugar ao chamado “samba lençol”, que cobria todo o enredo.

1971 – O Samba enredo da Imperatriz Leolpodinense “Martim Cererê” acabou entrando para a trilha sonora da novela Bandeira 2 da Rede Globo, escrita por Dias Gomes e ajudou a Imperatriz a ser tornar conhecida em todo o Brasil. Na história Zé Catimba, compositor da Imperatriz, foi representado por Grande Otelo.

Desfile das Escolas de Samba

O carnaval de 1971 teve o seguinte resultado: Grupo 1 Candelária – 21/02.

Acadêmicos do Salgueiro com enredo “Festa para um Rei Negro” com 128,0 pontos Campeã, Portela com enredo “Lapa em Três Tempos” com 116,0 pontos Vice-Campeã, Império Serrano com enredo “Nordeste, seu Povo, seu Canto, Sua Gente” com 111,0 pontos em Terceiro, Estação Primeira de Mangueira com enredo “Os Modernos Bandeirantes” com 108 pontos, Unidos de Vila Isabel com enredo “Ouro Mascavo” com 103,0 pontos, Unidos de São Carlos com enredo “Roteiro Turístico através do Brasil” com 101,0 pontos, Imperatriz Leolpodinense com enredo “Barra de Ouro, Barra de Rio,” com 97, 0 pontos, Império da Tijuca com enredo “O Misticismo da África ao Brasil” com 94,0 pontos, Mocidade Independente de Padre Miguel com enredo “Rapsódia de Saudades” com 86,0 pontos, Unidos de Padre Miguel com enredo “O Samba do Crioulo Doido Homenagem a Sérgio Porto” com 77,0 pontos.

Foram rebaixadas para o Grupo 2 as escolas: Mocidade Independente de Padre Miguel e Unidos de Padre Miguel.

Grupo: 2 Avenida Presidente Antônio Carlos – 21/02

Em Cima da Hora com enredo “Este Rio que eu Amo” com 123,0 pontos Campeã, Unidos de Lucas com enredo “Tributo às Raízes, Pixinguinha, Donga e João da Baiana” com 114,0 pontos Vice-Campeã, Lins Imperial com enredo “Casa Grande e Senzala” com 114,0 pontos em Terceiro, Tupy de Brás de Pina com enredo “São Francisco a Caminho do Sertão” com 111,0 pontos, São Clemente com enredo “O Beijo de Três Saudades” com 105,0 pontos, Paraiso do Tuiuti com enredo “Rio, Carnaval e Batucada” com 106 pontos, Beija-Flor de Nilópolis com enredo “Carnaval, Sublime Ilusão” com 100,0 pontos, Unidos do Jacarezinho com enredo “Bahia de Ontem, de Hoje e Sempre” com 99,0 pontos, Acadêmico de Santa Cruz com enredo “Três Fases da Poesia” com 98,0 pontos, Unidos da Tijuca com enredo “Quiva e Lala” com 97,0 pontos, União de Jacarepaguá com enredo “Marília de Dirceu” com 95,0 pontos, Independentes do Leblon com enredo “Baile das Rosas” com 94,0 pontos, Unidos do Cabuçu com enredo “Ninguém Segura este Pais” com 92,0 pontos, União da Ilha do Governador com enredo “Ritual Afro-Brasileiro” com 92,0 pontos, Unidos de Manguinhos com enredo “Ouro Verde” com 90,0 pontos, Cartolinhas de Caxias com enredo “Viagem ao Norte e Nordeste Brasileiro” com 81,0 pontos.

Subiram para o Grupo 1 as Escolas: Em Cima da Hora e Unidos de Lucas

Foram rebaixadas para o Grupo 3 na Praça XI as Escolas: União da Ilha do Governador, Unidos de Manguinhos e Cartolinhas de Caxias.

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Referencias:

wikipédia, portelaweb, notícias wiki, sambario,livro escolas de samba do rio de janeiro, cartilha das escolas de samba,