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1975 – A Lembrança

1975 – Bem seguimos na linha das minhas participações no carnaval, estava novamente na ala do Xodó desfilando no Bafo da Onça e observando cada vez mais o mecanismo de como funcionava toda aquela engrenagem dos desfiles das Escolas de Samba. Tenho ainda hoje em minha memória a imagem de um dos carros alegórico do Acadêmico do Salgueiro que tinha o seu acabamento a representação de uma mina de ouro, o curioso também é que me recordo desta pequena parte do samba enredo “E das Fénicas veio o Rei Iram, Em galeras alcança as terras das Amazonas.” Claro fiquei paralisado com a passagem daquela bateria e fiquei imaginando como seria a sensação de estar tocando, como será que eles faziam para ensaiar e mostrar aquela apresentação. Onde ficava aquela escola? Continuei assistindo aquela escola que claro terminou o seu desfile de forma brilhante, mas todo aquele sentimento e aquela emoção ficaram gravados em minha memória. A partir de dado momento eu só queria ver a passagem das baterias das escolas, me dirigi até a concentração e fiquei ali um grande tempo observando e ouvindo o comportamento de cada uma e percebi que havia uma coisa fantástica entre as diversas baterias, uma espécie de identidade, os ritmos embora parecessem não eram iguais todas tinham o seu ritmo próprio. Saindo da li rumo a minha casa sempre pensando que ainda faria parte de uma destas baterias.

1975 – Com enredo “As Minas do Rei Salomão”, e pela primeira vez o Salgueiro faria algo muito discutido até hoje: a junção de sambas concorrentes. Joãosinho Trinta e Laíla viram qualidades em trechos de duas obras que estavam em disputa na quadra e resolveram juntá-las. E deu certo: Salgueiro apresentou um grande samba que funcionou muito bem em seu desfile.

Na sua passagem pelo salgueiro, Joãosinho despontou-se com um estilo nada convencional de fazer Carnaval verticalizando as alegorias e levando o luxo à avenida.

1975 – A Estação Primeira de Mangueira apresentou o enredo “Imagens Poéticas de Jorge Lima”, uma homenagem ao escritor alagoano, no desfile debaixo de uma chuva fina a Verde e Rosa contagiou o povão num ritmo frenético e com muita raça. Cantando a obra do famoso poeta alagoano, foi brindada ao final do seu desfile com gritos de “Viva a Mangueira é campeã.”

1975 – A escola escolheu como enredo “Zaquia Jorge, Vedete do Subúrbio, Estrela de Madureira”, sendo a disputa interna vencida pelo compositor Avareense. No entanto, o samba que ficou em segundo lugar, composto por Acyr Pimentel e Cardoso, acabou sendo gravado por Roberto Ribeiro sob o título “Estrela de Madureira”, e se tornou um clássico do samba, e também uma espécie de hino da escola, tornando-se muito mais famoso que o samba vencedor daquele ano.

ACONTECEU NO CARNAVAL

1975 – Neste carnaval o meu irmão Edson se casa com aquela que nos conheceu caminhando para o posto policial pelo visto foi um bom começo, a Lydia entrou literalmente em nossa família e depois se tornou mais uma do bloco da família Costa.

Joãosinho Trinta adorava Isabel Valença, a eterna Xica da Silva, e a vestiu com os dois personagens principais dos enredos: a Rainha Maria de Médici e a rainha de Sabá.

1975 – O Salgueiro foi acusado de desfilar com tema estrangeiro ao contar “As Minas do Rei Salomão”,. Joãosinho Trinta penou para explicar nas rádios e TVs que o enredo tinha base histórica e que falava também sobre a presença dos fenícios na Amazônia.

1975 – Foi criado o quesito Concentração valendo 05 pontos e Cronometragem voltou a valer 05 pontos.

O local destinado à concentração do desfile na Avenida Presidente Antônio Carlos, um trecho entre a Rua Primeiro de Março e Avenida Erasmo Braga, era totalmente tomado pelo publico, o que dificultava e muito a saída das escolas de samba. Razão pela qual as últimas colocadas Unidos de São Carlos e Unidos de Vila Isabel, não foram rebaixadas para o segundo grupo.

1975 – Um trem da linha auxiliar descarrila e invade a lateral da quadra da escola Império Serrano, causando alguma destruição sem nenhuma vitima.

1975 – Logo depois do carnaval em que o Salgueiro conquistou o bicampeonato, o banqueiro de bicho Anísio Abraão David resolve assumir a então modesta Beija-flor de Nilópolis. Contratou Joãozinho Trinta por cifras nunca reveladas.

A bateria da escola de samba Império Serrano é chamada de “A Sinfônica do Samba”, e o mestre Gilmar diretor de bateria já conquistou 9 estandartes de ouro, é um prêmio considerado como um “Oscar”   no samba.

Desfile das Escolas de Samba

O carnaval de 1975 teve o seguinte resultado: Grupo 1 (AESEG) – AV. Presidente Antônio Carlos – 09/02

Acadêmico do Salgueiro com enredo “O Segredo das Minas do Rei Salomão” com 108,0 pontos Campeã, Estação Primeira de Mangueira com enredo “Imagens Poéticas de Jorge de Lima” com 106,0 pontos Vice-Campeã, Império Serrano com enredo “Zaquia Jorge, a Vedete do Subúrbio, Estrela de Madureira” com 105,0 pontos em Terceiro, Mocidade Independente de Padre Miguel com enredo “O Mundo Fantástico do Uirapurú” com 105,0 pontos, Portela com enredo” Macunaíma, Herói de Nossa Gente” com 103,0 pontos, Unidos de Vila Isabel com enredo “Quatro Séculos de Paixão – História do Teatro Brasileiro” com 102,0 pontos, Beija-Flor de Nilópolis com enredo “O Grande Decênio” com 90,0 pontos, Imperatriz Leopoldinense com enredo “A Morte da Porta-Estandarte” com 87,0 pontos, União da Ilha do Governador com enredo “Nos Confins de Vila Monte” com 83,0 pontos, Unidos de São Carlos (Estácio de Sá) com enredo “A Festa do Ciro de Nazaré” com 82,0 pontos, Unidos de Lucas com enredo” Cidades Feitas de Memórias” com 76,0 pontos, Em Cima da Hora com enredo” Personagens Marcantes dos Carnavais Cariocas” com 71,0 pontos.

Foram rebaixadas para o Grupo 2 as escolas: Nenhuma Escola foi rebaixada.

Grupo: 2 (AESEG) Avenida Rio Branco – 09/02

Subiram para o Grupo 1 as Escolas: Lins Imperial e Tupy de Brás de Pina.

Foram rebaixadas para o Grupo 3 na Praça XI: A Escola Unidos da Ponte foi desclassificada por não se apresentar para o desfile.

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https://www.youtube.com/results?search_query=mundo+do+carnaval

Referencias:

galerias samba, apoteose.com, extraglobo, jequitibadosamba, qualdelas, ingressocarnaval,

 

Comments (2)

  1. Realmente a bateria é alma da escola, por isso o blogueiro tem um olhar diferenciado para esse quesito.