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1983 – A Observação

1983 – Neste ano comemorando o segundo ano do meu irmão Edson como diretor de bateria da Unidos de Lucas, que no ano anterior ficou em 5° lugar no grupo 1B com o enredo Lua Viajante. Este carnaval também foi atípico na família não tivemos nenhum casamento assim como, nenhum nascimento permanecendo desta forma inalterada o número de componentes em nosso bloco. Eu ainda recordava do espetáculo maravilhoso que foi o carnaval de 1982. A nossa rotina de carnaval foi mantida desfilamos em nossos blocos Boêmios de Irajá, Cacique de Ramos e Bafo da Onça e continuava minha observação nas movimentações nas armações das escolas ora do canal do mangue ora em cima do viaduto na chamada arquibancada dos pobres os locais não me importavam muito, as armações e os posicionamentos das escolas era o que eu queria realmente aprender.

Beija-Flor de Nilópolis – Mordidos com a injusta colocação do ano anterior, os quase 3000 componentes da Beija-Flor entraram na Sapucaí por volta das onze e quinze da manhã sem se importar com o calor de quarenta graus. O público que estava no início da pista chegou a gritar o tradicional “já ganhou!”, tamanha foi a força da entrada da escola. O enredo “A Grande Constelação das Estrelas Negras”, do carnavalesco Joãozinho Trinta fazia uma bela homenagem a vários negros ilustres. A comissão de frente veio formada por negros altos vestidos de branco e com uma bonita coreografia. Atrás vinha o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira: Élcio PV e Juju Maravilha. O abre-alas era todo espelhado e trazia, além do destaque Jésus Henrique, várias negras esculturais. Aliás, o carro fez jus ao nome, pois a invasão de pista naquele momento era impressionante. A partir daí, seguiu-se um mar de plumas brancas e detalhes dourados. O posicionamento da bateria chamou muito a atenção veio logo após a passagem do carro abre-alas e de um grupo de uns trinta passistas.

Portela – Manhã do dia 13 de fevereiro domingo de carnaval, longos raios de sol recepcionavam a Águia da Portela. Uma águia guerreira, branca, ostentando sobre sua cabeça uma sublime coroa. Nas arquibancadas de madeira que, apesar do ceticismo de muitos, despediam-se do carnaval, o povo canta junto com a Portela. A entrada é triunfal. Elegantemente vestidos os grandes nomes portelenses estavam na comissão de frente. Um imponente letreiro trazia o nome da escola: “P O R T E L A”. A soberana Águia da Portela pisava forte na avenida, oitava escola a desfilar. Não houve cansaço, nem do público e nem dos componentes, que tirasse o brilho daquele momento. O azul e o branco da Portela entravam na avenida. Trinta e cinco alas foram preparadas para mostrar a história dos soberanos brasileiros.

Império Serrano – A campeã de 82 entrou na pista anunciando 4000 componentes para defender o enredo “Mãe, Baiana Mãe”, de autoria de Fernando Pamplona. O enredo foi dividido em sete quadros e teve seu desenvolvimento a cargo do carnavalesco Renato Lage. No primeiro quadro, denominado “A Mãe Negra da Baiana Mãe”, apareceram várias alas com ricas fantasias e tripés muito bem trabalhados referentes à África. Na segunda parte, denominada “A Fé Negra da Mãe Baiana”, o Império mostrou vários tripés em homenagem aos orixás. “O Homem da Mãe Baiana” foi o terceiro setor do desfile, com destaque para Evandro de Castro Lima, figura tradicional do Império e legítimo filho da Bahia. A parte mais densa do enredo foi dedicada ao quadro “A Comida da Mãe Baiana”, momento no qual foi mostrado um belíssimo carro que representava um grande mercado. Alas com enormes e belos adereços ajudaram na composição desse setor. Em seguida vieram os quadros “A Filha da Baiana”, “Baiana, Mãe do Samba” e, para finalizar “A Mãe Nossa da Bahia”, setor representado por duas alas de baianas e por um lindo carro que trazia uma enorme escultura de baiana com um resplendor que girava atrás de seu torço: era a glorificação da baiana.

Aconteceu no Carnaval

1982 – Morreu Antônio Caetano, em 18/11, fundador da Portela.

1983 – O governador Leonel Brizola revelou o projeto para a construção de um local definitivo para os desfiles, na própria Marquês de Sapucaí. A concretização de um sonho antigo das escolas ficaria aos cuidados do vice-governador Darcy Ribeiro e do arquiteto Oscar Niemeyer.

1983 – Desfilando mesmo sem luz a Escola de Samba Caprichosos dos Pilares que estava no grupo especial com o enredo “Um Cardápio a Brasileira”, desfilou às escuras na Passarela do Samba durante cerca de uma hora.  A Escola continuou o desfile, porém na abertura dos envelopes as notas não foram computadas. A Escola de Pilares foi mantida no Grupo Especial.

Caso a Serrinha ganhasse em 1983, Renato Lage teria assinado o seu primeiro desfile vitorioso no Grupo Especial. E a verde e branco, que tinha sido rebaixada em 1978 se fortaleceria porque campeonatos sempre favorecem as escolas de samba, formando um círculo virtuoso: mais projeção na mídia, quadra cheia, melhor arrecadação, atenção de patrocinadores e até trégua em disputas internas.

Desfile das Escolas de Samba

O carnaval de 1983 teve o seguinte resultado: Grupo 1A (AESCRJ) Avenida Marques de Sapucaí – 14/02

Beija-Flor de Nilópolis com enredo “A Grande Constelação das Estrelas Negras” com 204,0 pontos Campeã, Portela com enredo “A Ressurreição das Coroas – Reisado, Reino e Reinado” com 201,0 pontos Vice-Campeã, Império Serrano com enredo “Mãe Baiana Mãe” com 200,0 pontos em Terceiro, Imperatriz Leopoldinense com enredo “O Rei da Costa do Marfim visita Chica da Silva em Diamantina” com 198,0 pontos, Estação Primeira de Mangueira com enredo “Verde que te Quero Rosa, Semente Viva do Samba” com 193,0 pontos, Mocidade Independente de Padre Miguel com enredo “Como era Verde meu Xingu” com 193,0 pontos, União da Ilha do Governador com enredo “Toma Lá dá Cá” com 190,0 pontos, Acadêmicos do Salgueiro com enredo “inalteradoTraço e Troças” com 188,0 pontos, Unidos de Vila Isabel com enredo “OS Imortais” com 183 pontos, Unidos da Tijuca com enredo “Brasil Devagar com o Andor que o Santo é de Barro” com 180,0 pontos, Unidos da Ponte com enredo “E Eles Verão a Deus” com 160,0 pontos, Caprichosos de Pilares com enredo “Um Cardápio à Brasileira”.

Foram rebaixadas para o Grupo 1B as escolas: Não houve escola rebaixada, a Caprichosos de Pilares não foi julgada.

Grupo: 1B (AESCRJ) Avenida Marques de Sapucaí – 14/02

Unidos de São Carlos com enredo “Orfeu do Carnaval” com 207,0 pontos Campeã, Império da Tijuca com enredo “Santos e Pescadores” com 203,0 pontos Vice-Campeã, Acadêmicos de Sana Cruz com enredo “Uma Andorinha só Não Faz Verão” com 198,0 pontos, Unidos do Cabuçu com enredo “A Visita de Ony de Ijé ao Obá de Oió” com 197,0 pontos, Unidos de Bangu com enredo” Obrigado, Brasil” com 193,0 pontos, Unidos de Lucas com enredo “Senta que o Leão é Manso” com 192,0 pontos, Lins Imperial com enredo “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” com 189,0 pontos, Paraiso do Tuiutí com enredo “Vamos Falar de Amor” com 189,0 pontos, Unidos do Jacarezinho com enredo “Quente como Inferno, Negro como Noite, Doce como Amor” com 188,0 pontos, Em Cima da Hora com enredo” Enredo sem Enredo” com 181,0 pontos, Arrastão de Cascadura com enredo “Barravilhosa” com 179,0 pontos, Império do Marangá com enredo” A Coroa do Rei não é de Ouro, nem de Prata” com 174,0 pontos.

Sobem para o Grupo 1A a Escolas: Unidos de São Carlos e Império da Tijuca.

Foram rebaixadas para o Grupo 2A na Avenida Marques de Sapucaí as Escolas: Arrastão de Cascadura e Império do Marangá.

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Referencias: wikipédia, canaldoensino, pedromigao, portelaweb, sambariocarnaval, oglobo.globo