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1990 – Os Ritmistas

1990 – Este ano não ocorreu nenhuma alteração no número de participantes em nossa família bem como em nosso bloco. Continuamos com a supremacia da família na Marques de Sapucaí, eu estou desfilando na Tradição, Caprichosos de Pilares e Estácio de Sá tem o Edson no Unidos de Lucas o Marcelo na Caprichosos de Pilares e Estácio de Sá e minha cunhada Cristina na Estácio de Sá. Todas as rotinas de desfilante são mantidas, novas e grandes amizades são criadas neste carnaval, conheci o ritmista do Acadêmicos do Salgueiro Ronaldo Izidoro, nos juntamos aos outros e ficamos em nossos habituais pontos de encontros no Balança Mais Não Cai e na barraca 44 de amigos no Terreirão do Samba na quele animadíssimo bate papo. Uma mania na verdade era uma atitude instintiva de vários ritmistas, eu inclusive encaminhava para a chamada arquibancada dos pobres, que era aquela abertura no viaduto São Sebastião em frete ao primeiro box para vermos os movimentos de entrada, assim como o andamento do ritmo de algumas baterias durante parte de sua permanência. Este movimento ocorria sempre que tínhamos um grupo de amigos ou porque aquela bateria tinha alguma novidade a ser apresentada. Um detalhe observado neste breve encontro de ritmistas era que não nos importávamos com aquela rotina de concentração diferenciada, pois tínhamos que pegar nossas peças em um determinado ponto e nos dirigirmos para a concentração na cabeceira da pista na Avenida Presidente Vargas.

1990 – A Mocidade Independente de Padre Miguel arrebatou a Sapucaí com uma exibição maravilhosa. O enredo “Vira virou, a Mocidade chegou” contava a história da própria agremiação fundada em 1955, oriunda de um time de futebol para quem não sabe, a famosa estrela-guia nasceu do Independente Futebol Clube. Os carnavalescos Renato Lage e Lílian Rabello dividiram o enredo em quadros década a década e foram felicíssimos na concepção. O carro abre-alas era bastante high tech para a época, com a estrela da Mocidade prateada cercada por neón e luzes verdes. Uma solução muito bacana usada foi a de apresentar os quadros com ampulhetas simbolizando a passagem do tempo.

1990 – A Beija-Flor entrou diferente na Marques de Sapucaí. Depois do antológico desfile do ano anterior, Joãozinho Trinta resolveu inovar novamente no enredo “Todo mundo nasceu nu”. A antes luxuosa e depois esfarrapada Beija-Flor deu lugar a uma escola tecnológica, cheia de efeitos especiais, que tiveram grande impacto. O samba um tanto marcheado, mas sempre bem cantado por Neguinho, proporcionou um desfile quente sobre a evolução da civilização, claro enveredando para o “pelado” título do enredo. Para o ator Jorge Lafond o desfile foi menos quente, já que ele estava bem à vontade para não dizer nu, em cima de uma alegoria apenas com uma pequena malha brilhante “cobrindo” a genitália.

Aconteceu no Carnaval

1990 – Acidente com alegoria da escola Beija-flor de Nilópolis, quando era manobrada na concentração, houve contato com fios de alta tensão e a descarga elétrica matou o empurrador Fernando Flaviano Machado de 26 anos, além de ferir outros dois colaboradores da escola. Este carro é o elemento “Gigante Adormecido” acabou fora do desfile devido aos danos pelo curto-circuito.

1990 – Foi criado o Grupo Especial para os desfiles das Escolas de Samba.

1990 – A Riotur passa a reservar lugares especiais em cadeiras de pistas em frente aos setores 4 e 13 para vender aos deficientes físicos.

1990 – Maria da Penha Ferreira (Pinah) da Beija-Flor de Nilópolis, foi uma das mais exóticas rainhas da história do Carnaval carioca, sua marca registrada era a careca.

1990 – A TV Manchete teve novidades na equipe de transmissão. O casal formado por Eliakim Araújo e Leila Cordeiro, que deixara a Globo no fim do ano anterior, se incorporou ao time comandado por Paulo Stein, com os comentaristas Fernando Pamplona, Haroldo Costa, José Carlos Rêgo e Roberto Barreira.

1990 – Mestre Marçal entra para o time de comentarista da rede Manchete. Entusiasta das baterias com estilo tradicional, ele era um crítico mordaz em diversas ocasiões: “Tô vendo vários ritmistas tocarem caixa e tarol em cima do ombro. ‘Merrrmão’, o que se toca em cima do ombro é violino. Vou mandar tocar surdo de terceira em cima do ombro, aí que eu quero ver!”.

1990 – Além da proibição da “genitália desnuda”, ficou definitivamente vetada a presença de homens nas alas das baianas. Ainda bem, convenhamos…

1990 – Depois do mal-estar na concentração, Jamelão, aos 76 anos, anunciou que não desfilaria mais pela Mangueira depois de 1990. Mas, para o bem da Verde e Rosa e do Carnaval, o intérprete ainda cantaria por mais alguns anos.

1990 – Foi à última participação de Rico Medeiros como principal cantor do Salgueiro.

1990 – Depois da morte de Ney Vianna, a Mocidade prestou uma bela e justa homenagem ao cantor na gravação do samba-enredo no disco. Além do tradicional grito de guerra “Alô, meu povão de Padre Miguel! Vamos lá!”, os cacos de Ney foram recuperados de gravações de anos anteriores e inseridos no samba enquanto Paulinho Mocidade cantava.

Morreram

10/02/1989 Neuza Monteiro, destaque que caiu do carro alegórico.

26/06/1989 Mozart Araújo, pesquisador da MPB.

1990 Isabel Valença, a Chica da Silva destaque do Salgueiro.

 Desfile das Escolas de Samba

 O carnaval de 1990 teve o seguinte resultado: Grupo Especial (LIESA) Passarela do Samba – 25 e 26/02

 Mocidade Independente de Padre Miguel com enredo “Vira, Virou, a Mocidade Chegou” com 565,0 pontos Campeã, Beija-Flor de Nilópolis com enredo “Todo Mundo Nasceu Nú” com 564,0 pontos Vice-Campeã, Acadêmicos do Salgueiros com enredo “Sou Amigo do Rei” em Terceiro, Imperatriz Leopoldinense com enredo “Terras Brasilis o Que se Plantou Deu” com 562,0 pontos, Estácio de Sá com enredo “Langsdorff, Delírio na Sapucaí” com 561,0 pontos, São Clemente com enredo “E o Samba Sambou” com 559,0 pontos, União da Ilha do Governador com enredo “Sonhar com Rei dá João” com 551,0 pontos, Estação Primeira de Mangueira com enredo” E Deu a Louca no Barroco” com 550,0 pontos, Unidos da Tijuca com enredo “E o Borel Descobriu… Navegar foi Preciso” com 546,0 pontos, Portela com enredo “É de Ouro e Prata esse Chão” com 546,0 pontos, Império Serrano com enredo “História da Nossa História” com 540,0 pontos, Unidos de Vila Isabel com enredo “Se Esta Terra, se Esta Terra Fosse Minha” com 529,0 pontos, Caprichosos de Pilares com enredo “Com a Boca no Mundo” com 518,0 pontos, Lins Imperial com enredo “Madame Satã” com 513,0 pontos, Acadêmicos de Santa Cruz com enredo “Os Heróis da Resistência” com 507,0 pontos, Unidos do Cabuçu com enredo” Será que Votei Certo para Presidente” com 473,0 pontos.

 Foram rebaixadas para o Grupo A as Escolas: Acadêmicos de Santa Cruz e Unidos do Cabuçu;

 Grupo: A (AESCRJ) Passarela do Samba – 24/02

 Unidos do Viradouro com enredo “Só Vale o Que tá Escrito” com 226,0 pontos Campeã, Acadêmicos do Grande Rio com enredo “Porque sou Carioca” com 222,0 pontos Vice-Campeã, Unidos da Ponte com enredo” Robauto Uma Ova” com 214,0 pontos, Tradição com enredo “A Coroação” com 213,0 pontos, Unidos do Jacarezinho com enredo “Jurupari, a Voz da Mata” com 207,0 pontos, Acadêmicos do Engenho da Rainha com enredo “Dan, a Serpente Encantada do Arco-íris” com 204,0 pontos, Arranco do Engenho de Dentro com enredo “Do Leite de Cabra ao Silicone” com 201,0 pontos, Unidos de Lucas com enredo “O Magnífico Niemeyer” com 199,0 pontos, Paraiso do Tuiutí com enredo Eneida, o Pierrô está de Volta com 188,0 pontos, Independentes de Cordovil com enredo “Cantas ao Meu Povo Solano Trindade” com 184,0 pontos.

 Sobem para o Grupo Especial as Escolas: Acadêmicos de Santa Cruz e Lins Imperial

 Foram rebaixadas para o Grupo 3 (AESCRJ): Paraíso do Tuiutí e Independentes de Cordovil

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 Referencias: wikipédia, pedromigao, liesanet