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1996 – O Segredo do Desfile

1996 – Este foi mais um ano que não houve nenhum nascimento em minha família porem mantivemos a nossa tradição na avenida, o Edson continuava como Diretor de Harmonia da Portela e eu desfilando no Acadêmicos do Salgueiro e também pela primeira vez na Unidos da Tijuca. O desfile na Unidos foi bastante curioso, logo na saída da bateria do primeiro box observei que havia muita água na pista e não havia chovido, outro detalhe é que ficamos algum tempo parados e posteriormente seguimos de forma muito lenta, ao chegarmos entre os setores 03 e 04 comentei com o Ronaldo que alguma coisa havia ocorrido, como não tínhamos nenhuma informação que alias considero um grande erro por parte das harmonias das escolas. Ao chegarmos ao segundo box houve uma pequena indecisão quanto à entrada ou não da bateria e efetivamente acabamos não entrando no box da Avenida Salvador de Sá. Obviamente o desfile foi bastante prejudicado, conforme podemos ver no resultado da apuração. Ao término do desfile finalmente desvendamos o grande segredo, o carro alegórico que representava o chafariz apresentou problemas e teve que jogar fora os seus 10.000 litros de água, assim como um principio de incêndio em outro carro. Ainda sobre o final do desfile estávamos retornando para o Terreirão do Samba eu e Valdo também ritmista, quando de repente surge em nossa frente um jovem que faz elogio as nossas calças e concluiu pedindo que nós a cedêssemos para ele.

Mocidade Independente

A Portela teve problemas com carros durante o desfile, abandonando-os na dispersão causando um grande congestionamento de carros alegóricos. Ainda sem que todas as alegorias da Viradouro tivessem sido retiradas, a Mocidade finalmente iniciou o seu desfile, com quase três horas de atraso. Para desespero da Mocidade, o dia já estava clareando e a escola desfilaria sob sol, o que atrapalharia muito o impacto visual dos efeitos especiais das alegorias preparadas por Renato Lage. O intérprete Wander Pires teve de se desdobrar ao cantar vários sambas de esquenta (Inclusive Ziriguidum 2001, que teve cinco passadas) para animar os componentes. E foi, sem sombra de dúvidas, a melhor apresentação de domingo. Mesmo sem que os efeitos especiais tivessem todo o impacto, as alegorias se mostraram espetaculares, passando com perfeição a proposta do enredo, que abordava as criações do homem e as divinas. A comissão de frente simbolizava “o criador e suas criaturas”, e estava extraordinária, com seus componentes fantasiados de Frankenstein e o ator Cesar Macedo fantasiado com seu próprio personagem na Escolinha do Professor Raimundo, o professor Eugênio. A bateria de Mestre Coé esteve cadenciada e conquistou o público com suas paradinhas. Com uma evolução vibrante e sem descompassos. Depois de um começo tímido os componentes da Mocidade mostraram a sua característica, empolgação, que foi a tônica de todo o desfile da verde e branco de Padre Miguel. Com aparente perfeição em todos os quesitos a Mocidade se credenciava fortemente à disputa do título.

Imperatriz Leopoldinense

1996 – Vinha de um bicampeonato, a proposta era superar a vitória do ano anterior, quando muitos não apostavam em sua vitória. O tri não veio mas à escola trouxe mais um grande enredo apresentado pela carnavalesca Rosa Magalhães, “Leopoldina, a Imperatriz do Brasil” que mais pareceu uma grande aula de História do Brasil, com uma comissão de frente simplesmente fantástica e um excelente samba enredo que acabou ganhando o estandarte de ouro, com carros igualmente espetaculares como os Castiçais. A Imperatriz mostrou mais uma vez, porque era uma escola que estava sempre no topo. O desfile foi perfeito um grande espetáculo um show.

Aconteceu no Carnaval

Desfilantes vieram de São Paulo e Minas Gerais

1996 – No carnaval de cerca de 20% dos componentes de Escolas de Samba como a Imperatriz Leopoldinense, Portela e Mocidade Independente vieram de Estados como São Paulo e Minas Gerais.

1996 – O cantor Jorginho do Império, filho do grande Mano Décio da Viola, defendeu de graça um samba na avenida pela primeira vez para ajudar a escola do coração.

1996 – O Carnaval teve uma imagem impressionantemente triste: devido ao temporal que arrasou a cidade naquele mês de fevereiro, a Mocidade Unida de Jacarepaguá foi extremamente prejudicada e.

desfilou apenas com poucos componentes e um surdo de marcação, simbolizando a dor pela perda de pessoas, alegorias e fantasias.

1996 – Outra escola prejudicada foi a Unidos de Villa Rica, que simplesmente não desfilou, sendo rebaixada para o terceiro grupo.

1996 – Durante o desfile da União da Ilha, o narrador Paulo Stein fez uma emocionante homenagem ao fundador da TV Manchete, Adolpho Bloch, morto meses antes. 

1996 – Foi o último título da Mocidade Independente de Padre Miguel, que consequentemente está num jejum de 19 anos sem ganhar o Carnaval. Entre as escolas já campeãs na elite e que ainda estão ativas, os jejuns são os seguintes: Vizinha Faladeira (78 anos), Império Serrano (33), Portela (31), Estácio de Sá (23), Viradouro (18), Imperatriz (14), Mangueira (13), Salgueiro (6) e Unidos da Tijuca (1).

1996 – O 13º lugar com a Unidos do Viradouro em 1996 foi o pior resultado de Joãozinho Trinta como carnavalesco de uma escola de samba no Grupo Especial.

1996 – A excelente apresentação na estreia no Grupo Especial rendeu a Unidos do Porto da Pedra uma rara premiação, o Estandarte de Ouro de revelação do Carnaval. Rara porque em apenas numa outra ocasião, uma agremiação foi eleita à revelação a Caprichosos de Pilares, no carnaval de 1983.

1996 – Foi o primeiro rebaixamento da Caprichosos de Pilares, desde a chegada à elite em 1983.

1996 – A escola de samba Unidos da Villa Rica não se apresentou para o desfile e foi automaticamente rebaixada de grupo.

Morreram em 1994:

04/04/1994 José do Rio, ex-presidente da Unidos da Tijuca

09/04/1994 Mestre Marçal ex-diretor de bateria: Portela, Império Serrano, Unidos da Tijuca.

10/04/1994 Itaci Antônio Serra, compositor da Velha Guarda do Salgueiro, pai de Almir Guineto, Mestre Louro e Chiquinho dos Originais do Samba.

10/04/1994 Júlio Matos, ex-carnavalesco da Mangueira.

14/04/1994 Sinval Silva, compositor do Império da Tijuca, autor de sucessos gravados por Carmem Miranda.

15/04/1994 Robertinho, ex- mestre sala da Mangueira.

18/04/1994 Achado o corpo de Mestrinho, assassinado dias atrás, Mestrinho foi parceiro de Didi.

06/07/1994 Paulo Brasão, famoso compositor da Vila Isabel, maior ganhador de Samba Enredo.

18/11/1994 Jesus Henrique, grande destaque da Beija-Flor de Nilópolis.

07/12/1994 Hélio Lourenço, Presidente da Federação dos Blocos Carnavalesco.

Desfile das Escolas de Samba

O carnaval de 1996 teve o seguinte resultado: Grupo Especial (LIESA) Passarela do Samba – 18 e 19/02

Mocidade Independente de Padre Miguel com enredo “Criador e Criatura” com 300,0  pontos Campeã, Imperatriz Leopoldinense com enredo “Imperatriz Leopoldinense Honrosamente Apresenta: Leopoldina A Imperatriz do Brasil” com 299,5 pontos Vice-Campeã, Beija-Flor de Nilópolis com enredo “ Aurora do Povo Brasileiro” com 299,0 pontos em Terceiro, Estação Primeira de Mangueira com enredo “Os Tambores da Mangueira na Terra da Encantaria” com 297,5 pontos, Acadêmicos do Salgueiro com enredo “Anarquista Sim, Mas Nem Todos” com 297,5 pontos, Império Serrano com enredo “ E Verás que Um Filho Teu Não Foge a Luta” com 294,0 pontos, Unidos de Vila Isabel com enredo “A Heróica Cavalgada de Um Povo” com 292,0 pontos, Portela com enredo “Essa Gente Bronzeada Mostra o Seu Valor” com 291,5 pontos, Estácio de Sá com enredo “De Um Novo Mundo eu Sou e Uma Nova Cidade Será” com 287,5 pontos, Unidos do Viradouro com enredo “Aquarela do Brasil Ano 2000” com 284,5 pontos, Unidos da Tijuca Ganga-Zumbi, Expressão de Uma Raça” com 283,0 pontos, Caprichosos de Pilares com enredo “Samba Sabor Chocolate” com 283,0 pontos, Tradição com enredo “Do Brasil ao Brasil” com 275,0 pontos, Império da Tijuca com enredo “O Reino Unidos Independente do Nordeste” Unidos da Ponte com enredo “As Sombra da Folia em Alto Astral” com 251,0 pontos.

Foram rebaixadas para o Grupo A as escolas: Caprichosos de Pilares, Tradição, Império da Tijuca Unidos, da Ponte

Grupo: A (AESCRJ) Passarela do Samba – 17/02

Acadêmicos de Santa Cruz com enredo “Ribalta – Luz, Sonho e Ilusão” com 300,0 pontos Campeã, Acadêmicos da Rocinha com enredo “Bahia com Muito Amor” com 299,5 pontos Vice-Campeã, São Clemente com enredo “Se a Canoa não Virar, a são Clemente Chega Lá” com 298,0 pontos, Vizinha Faladeira com enredo ”Elba Popular Brasileira” com 297,0 pontos, Unidos do Cabuçu com enredo “Do Reclame ao Merchandising, a História da Propaganda no Brasil” com 294,5 pontos, Em Cima da Hora com enredo “Yara, Cigana, Canta, Dança e Toca é Rio, é Rua é Carioca” com 289,5 pontos, Arrastão de Cascadura com enredo “As Icamiabas” com 287,0 pontos, Acadêmicos do Engenho da Rainha com 285,5 pontos, Acadêmicos do Engenho da Rainha com enredo “Anjo Azul” com 285,5 pontos, Acadêmicos do Cubango com enredo “Dos Brasões do Reino de Portugal, ao Esplendor da Bandeira Nacional” com 242,0 pontos, Unidos da Villa Rica com enredo “A Lavagem do Bonfim”

Sobem para o Grupo Especial as Escolas: Acadêmicos de Santa Cruz, Acadêmicos da Rocinha.

Foram rebaixadas para o Grupo 3 (AESCRJ): Arrastão de Cascadura, Acadêmicos do Engenho da Rainha, Acadêmicos do Cubango, Unidos da Villa Rica.

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