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2003 – O Troca Troca!

2003 – Neste ano tivemos uma nova movimentação com os carnavalescos de minha família, meu irmão Edson segue como Diretor de Harmonia da Grande Rio e agora também Diretor de Gravação da Associação das Escolas de Sambas do Rio de Janeiro, eu na bateria do Salgueiro minha irmã Ivone também desfilou no Acadêmicos do Salgueiro na ala das Baianas.

Também foi movimentado o mundo dos intérpretes, houve um troca-troca de intérpretes sem precedentes: depois de dois anos no Salgueiro, Nêgo voltou para a Unidos da Tijuca, que já havia defendido entre 1986 e 1992; no seu lugar entrou Quinho, que estava na Grande Rio; já a Tricolor contratou Wander Pires, que deixou sua vaga na Mocidade para Paulinho Mocidade, de volta à agremiação depois de dez anos para o lugar deste, a Imperatriz acertou com David do Pandeiro, que teve seu posto na Santa Cruz preenchido por Luizinho Andanças; por fim, Wantuir trocou a Tijuca pelo Império Serrano.

No Grupo de Acesso após uma apuração bastante tumultuada que houve até baixaria ao vivo na televisão, a São Clemente foi a Campeã. Já no Grupo Especial tivemos uma grande surpresa, a surpreendente vitória da Beija-Flor de Nilópolis depois de quatro vice-campeonatos consecutivos.

A Unidos do Viradouro realizou uma bela homenagem a Bibi Ferreira e fez um dos melhores desfiles do ano. Para começar, o samba-enredo era brilhante, com melodia dolente e letra poética. No desfile, o samba rendeu muito bem e foi acompanhado pela não menos sensacional bateria de Mestre Ciça, que fez diversas coreografias em reverência à homenageada e criativas bossas, como por exemplo, um “rufo” no verso “Abram as cortinas que o show vai começar”.

Beija-Flor de Nilópolis

Terceira escola a desfilar, a Beija-Flor de Nilópolis entrou com muita garra para defender o enredo “O Povo Conta a sua História: Saco vazio não Para em Pé, a Mão que faz a Guerra, faz a Paz”. Durante todo o desfile, o samba-enredo interpretado com categoria por Neguinho foi bem recebido pelo público, e a comunidade nilopolitana mostrou a sua habitual força na harmonia, cantando a plenos pulmões a bateria, embora com marcações precisas, também esteve acelerada demais.

 O enredo sobre a opressão e a fome começou com uma comissão de frente muito bem vestida representando o eterno conflito entre o bem e o mal. A seguir o casal de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha Sorriso e algumas alas coreografadas antes do enorme e bem realizado primeiro carro, que simbolizava “A Paz Celestial e a Dádiva do Criador.” Outras alegorias, como as chamadas “Grandes Navegações A Ganância Banhada a Ouro” e “O Paraíso Terrestre: uma segunda chance”, que eram imponentes e de bela iluminação, além do carro “Banquete do Povo”, que tinha diversas cores e boas esculturas.

 O carro que homenageava Lula e Nelson Abrahão David teve seríssimas falhas de acabamento, com as mãos do presidente perdendo dedos ao longo da pista e a parte traseira de fraquíssima realização. Já as fantasias eram adequadas ao enredo e permitiam boas evoluções. A Beija-Flor encerrou de forma bastante alegre seu desfile exaltando a eleição de Lula e passando uma mensagem de otimismo para a nova era que começava no país, o público recebeu bem a escola na Apoteose, também com gritos de campeã.

Mangueira

A Estação Primeira de Mangueira após um desfile arrebatador sob chuva fina se credencia pela briga ao título. Com o enredo “Os dez mandamentos! O samba da paz canta a saga da liberdade”, a Verde e Rosa deu um show no conjunto visual e nos quesitos. A comissão de frente liderada pelo coreógrafo Carlinhos de Jesus mais uma vez surpreendeu. Fantasiado de Moisés e, depois de perder muito peso, saía de um elemento alegórico que retratava o Monte Sinai e “levitava” na pista por intermédio de um truque em que ele era preso e içado num cabo. Os efeitos especiais com fumaça e fogo garantiam a reprodução incrível de como Moisés havia ouvido o chamado de Deus para passar ensinamentos ao povo hebreu.

Moisés ainda abria uma tábua com a inscrição “Paz”. Max Lopes fez um de seus melhores trabalhos na concepção do enredo que contava a saga de Moisés narrada no Antigo Testamento. Depois da comissão de frente, o carro abre-alas era gigantesco, com 87 metros e acoplado em dois: a primeira parte era vazada e tinha bigas e cavalos, com uma espécie de ala dentro do elemento, com soldados egípcios; já a segunda parte representava o império faraônico, e tinha uma enorme esfinge egípcia, acabamento excepcional em dourado e excelente iluminação.

Conhecido como Mago das Cores, Max Lopes conseguiu combinar perfeitamente as cores da Mangueira com as tonalidades que o enredo exigia. Tanto que o verde apareceu logo na alegoria seguinte, chamada “O Poder”, que lembrava o resgate de Moisés no Rio Nilo. Já o carro “A Ira do Faraó” voltou a ter dourado, mas já começava a pender para o rosa, assim como a alegoria “Babel de Religiões”, que tinha tons de prateado. 

Morreram

Em 22/01/2003 Euzébia Silva do Nascimento Dona Zica

Aconteceu no Carnaval

2003 – Mestre Louro do Salgueiro, depois de mais de três décadas à frente da bateria do Salgueiro, Louro foi destituído. O Salgueirense foi o mestre que mais tempo ficou a frente de uma bateria de uma escola de samba, 31 anos.

2003 – Mestre Jonas ocupa a vaga de mestre Louro no Acadêmicos do Salgueiro.

2003 – Maria Augusta voltou a comentar os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, e se juntou a Ivo Meirelles e Haroldo Costa nos comentários da TV Globo. André Marques e Dudu Nobre passaram a comandar a Esquina do Samba na concentração.

2003 – Causou revolta em Padre Miguel a nota 8,2 dada pelo jurado Teo Lima à bateria da Mocidade Independente. No Desfile das Campeãs, a escola levou uma faixa de protesto contra o julgador. Em tempo: se tivesse tirado dez, a Mocidade teria subido apenas uma posição, para o quarto lugar.

2003 – Foi o último desfile de Luma de Oliveira como rainha de bateria da Viradouro.

2003 – Neusa Borges processou a Unidos da Tijuca por negligência no caso do acidente em carro alegórico.

2003 – A Mangueira chorou a perda de três nomes marcantes de sua história: Dona Zica (viúva de Cartola), o carnavalesco Oswaldo Jardim (que fez trabalhos fundamentais para o sucesso do movimento “Muda, Mangueira” nos anos 90), e o passista Ademir Gargalhada (eterno parceiro de Rosemary nos desfiles).

2003 – A escultura do presidente Lula no carro alegórico da Beija-Flor terminou o desfile com apenas seis dedos nas mãos. E de 40 pontos possíveis no quesito, a escola somou 39,9.

O carnaval de 2003 teve o seguinte resultado: Grupo Especial (LIESA) Passarela do Samba – 02 e 03/03

Beija-Flor de Nilópolis com enredo “O Povo Conta a sua História: Saco vazio não Para em Pé, a Mão que faz a Guerra, faz a Paz” com 399,2 pontos Campeões, Estação Primeira de Mangueira com o enredo “Os Dez Mandamentos O Samba da paz canta a Saga da Liberdade” com 398,5 pontos Vice-Campeã, Acadêmicos do Grande Rio com enredo “O Nosso Brasil que Vale” com 396,5 pontos em Terceiro, Imperatriz Leopoldinense com enredo “Nem todo Pirata tem perna de Pau, o Olho de Vidro e a cara de Mau” com 395,8 pontos, Mocidade Independente de Padre Miguel com enredo “Para Sempre no seu Coração, Carnaval da Doação” com 394,2, Unidos do Viradouro com enredo “A Viradouro canta e conta Bibi – Uma Homenagem ao Teatro Brasileiro” com 393,4 pontos, Acadêmicos do Salgueiro com enredo “Salgueiro, minha Paixão, minha Raiz – 50 Anos de Glórias” 391,3 pontos, Portela com enredo “Ontem, Hoje e Sempre Cinelândia – O Samba entra em cena na Broadway Brasileira” com 390,4 pontos, Unidos da Tijuca com enredo “Agudás: Os que Levaram a África no Coração e trouxeram para o Coração da África, o Brasil” com 389,4 pontos, Caprichosos de Pilares com enredo “Zumbi, Rei de Palmares e herói do Brasil. A História que não foi Contada” com 386,0 pontos, Unidos do Porto da Pedra com enredo “Os Donos da Rua Um jeitinho Brasileiro de Ser” com 380,1 pontos, Império Serrano com enredo “E Onde houver Trevas que se faça a Luz” com 379,2 pontos, Tradição com enredo “O Brasil é penta, o R é 9 – O fenômeno Iluminado” com 377,2 pontos, Acadêmicos de Santa Cruz com enredo “Do Universo Teatral à Ribalta do Carnaval” com 371,0 pontos.

Foram rebaixadas para o Grupo A as escolas: Acadêmicos de Santa Cruz

Grupo: A (AESCRJ) Passarela do Samba – 01/03

São Clemente com enredo “Mangaratiba, uma História de Lutas para todos que Amam a Terra e a Liberdade” com 180,0 pontos Campeã, União da Ilha do Governador com enredo “Chega em Seu Cavalinho Azul uma bruxinha Boa, A Ilha trouxe do Céu Maria Clara Machado” com 178,9 pontos Vice-Campeã, Unidos de Vila Isabel com enredo “Oscar Niemeyer, o Arquiteto no Recanto da Princesa” com 176,9 pontos, Paraiso do Tuiuti com enredo “Tuiuti desfila o Brasil nas Telas de Portinari” com 175,5 pontos, Estácio de Sá com enredo “Um Banho da Natureza – Cachoeiras de Macacu” com 175,4 pontos, Inocentes da Baixada com enredo “O Gênio da Inocentes e a Lâmpada Maravilhosa” com 175,0 pontos, União de Jacarepaguá com enredo “O Cupim é do Capim” com 173,9 pontos, Leão de Nova Iguaçu com enredo “Beleza: A Eterna Busca do Ser” com 173,2 pontos, Acadêmicos do Cubango com enredo “Cândido Mendes, um Século de Paixão na História da Educação” com 171,8 pontos, Acadêmicos da Rocinha com enredo “Nas Asas da Realização entre Glórias e Tradições. A Rocinha faz a festa dos 100 Anos de um Clube Campeão. Sou Tricolor de Coração!” com 170,8 pontos, Unidos da Ponte com enredo “De Granham Bell à Sergio Motta – Um Salto para a Modernidade com 170,5 pontos, Boi da Ilha do Governador com enredo “Em 500 Anos de Glórias, Cabo Frio conta sua História” com 170,1 pontos.

Sobem para o Grupo Especial as Escolas: São Clemente.

Foram rebaixadas para o Grupo 3 (AESCRJ): Unidos da Ponte, Boi da Ilha do Governador.

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Referencias: wikipédia, novosbambas, pedromingão, liesanet