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2004 – Surge um Novo Mago!

2004 – Neste carnaval foi estreitado o relacionamento com o Jonas que havia assumido a direção de bateria no Acadêmico do Salgueiro, surgindo ai uma grande relação de respeito e amizade. Este foi o último ano do meu irmão Edson como Diretor de Harmonia na Grande Rio.

O sambódromo comemorava seu vigésimo aniversário, as escolas de samba foram liberadas pela LIESA a reeditarem sambas-enredos, esta iniciativa possibilitou mais um grande espetáculo. O Império Serrano com o enredo “Aquarela Brasileira” embalado por um dos melhores samba-enredo de todos os tempos, fez uma emocionante apresentação, que levou a todos aos grandes momentos do samba, quando o chão das escolas valia mais que as questões estéticas. Foi sem qualquer sombra de dúvida o desfile que mais empolgou o público, que sabia e cantava Aquarela Brasileira contagiando todos os turistas que se esbaldaram nas arquibancadas. O Império saiu aplaudidíssimo da Avenida pelo grande espetáculo e empolgação. A preparação da escola foi muito prejudicada por liminares obtidas pela oposição que bloqueavam os repasses de verbas, a presidente Neide Coimbra antes da apresentação da escola, revelou que a verba havia sido desbloqueada apenas na sexta-feira anterior ao desfile.

Outras três escolas optaram pela reedição, Portela com enredo “Lendas e Mistério da Amazônia”, do ano de 1970, a Tradição escolheu o belo enredo “Conto de Areia” também da Portela do ano de 1984, a Unidos do Viradouro reeditou o samba-enredo “A Festa do Círio de Nazaré” da Unidos de São Carlos no ano de 1975, mas com novo título “Pediu pra Pará, parou! Com a Viradouro eu vou pro Ciro de Nazaré”. Após desistências pela disputa de samba para uma composição inédita optou, pela reedição. Tivemos a grata satisfação da chegada do ex-comissário de bordo Paulo Barros como carnavalesco que proporcionou uma imediata transformação na Unidos da Tijuca. E também provocaria a última revolução estética do carnaval do Rio de Janeiro, com passagem pela Vizinha Faladeira, Arranco do Engenho de Dentro e Paraíso do Tuiuti. Paulo Barros mesclou tecnologia, criatividade e o uso de materiais alternativos e humanos para proporcionar uma arrebatadora exibição com o enredo “O Sonho da Criação, a Criação do Sonho. A arte da Ciência no Tempo do Impossível”, que contou a história das descobertas cientificas e tecnológicas.

Beija-Flor de Nilópolis

Sob uma forte chuva a escola Nilopolitana lembrou do magnífico desfile de 1986, os componentes demonstraram ainda mais todo o seu amor pela agremiação e desfilaram e cantaram com entusiasmo o lindo samba “Manoa, Manaus, Amazônia, Terra Santa: Alimenta o Corpo, Equilibra a Alma e Transmite a Paz”. A bela comissão de frente representou as guerreiras da Amazônia, o maravilhoso abre-alas que era acoplado e trazia uma grande embarcação dourada representando a ganância espanhola.

 Os Componentes da alegoria fizeram coreografia simbolizando as velas da embarcação e havia o grande sol representado por uma impecável iluminação. A forte chuva infelizmente causou grandes danos nas alegorias e fantasias, cujos pedaços foram despencando na pista, com maior gravidade para o carro que reproduzia o Teatro Amazonas. Literalmente a alegoria foi se desmanchando pela avenida, para piorar as fantasias ficaram mais pesadas pela chuva, várias outras irregularidades foram apresentadas do meio para o fim do desfile. Entretanto Neguinho e a ótima bateria de Mestre Paulinho que conseguiu imprimir o perfeito andamento, caprichando nas paradinhas e conversões conseguiram manter a exibição da escola até a Apoteose.

Unidos da Tijuca

Uma escola que não possuía uma retrospectiva favorável para ser campeã do carnaval carioca, único campeonato no grupo de elite ocorreu em 1936, havia sido rebaixada várias vezes, tinha como melhor posição no Grupo Especial nas últimas décadas, um quinto lugar ocorrido no ano de 2000, tendo ainda duas nonas e uma décima colocação nos três anos anteriores. Que foi bastante ironizada por muitas pessoas, pelo refrão principal do seu samba “Sonhei, amor, e vou lutar / Para o meu sonho ser real / Com a Tijuca campeã do Carnaval” poderia se considerar campeã?

 A Unidos da Tijuca tinha o seu motivo e o seu trunfo para sonhar em ser campeã do carnaval e respondia pelo nome de Paulo Barros que chegou com toda força proporcionando uma radical mudança na agremiação, assim como provocaria a última revolução estética do Carnaval do Rio de Janeiro. O enredo “O Sonho da Criação, a Criação do Sonho. A arte da Ciência no Tempo do Impossível”, que contou a história das descobertas científicas e tecnológicas. O cartão de visitas foi a criativa comissão de frente que representava “A Ciência Move o Homem”, com uma fantasia dourada simplesmente magnifica! O Carro abre-alas tinha um integrante fantasiado de Albert Einstein. A Primeira demonstração da nova estética que Paulo Barros era o carro “Energia”, que tinha dezenas de integrantes fantasiados de preto fazendo uma coreografia muito bem ensaiada, o carro chamado “Criação da Vida” veio para revolucionar de forma definitiva o Carnaval.

Não havia praticamente nada além de uma estrutura de metal com pequenos acabamentos em dourado em 127 integrantes com o corpo pintado de azul claro e brilhante, formando uma grande pirâmide humana e faziam uma coreografia simplesmente genial que representava o DNA proporcionando um visual magnífico. A bateria tinha um figurino que se destacava, tinha grandes chapéus em formato e desenho simbolizando cérebros, o que já era um impacto. Mas quando a bateria saiu do box, os ritmistas abriram os cérebros e de lá saíam bolas de gás cor azul. Tijuca encerrou o seu desfile sob aplausos e com a sensação de ter feito o melhor desfile de sua história, que brigaria com muita força pelas primeiras colocações.

Aconteceu no Carnaval

2003 – Jamelão quase não participou da gravação devido ao agravamento de seus problemas de saúde. Foi necessário um esquema à parte para que o lendário intérprete mangueirense pudesse gravar e ficou perceptível no áudio o esforço dele para conseguir cantar. No desfile em melhores condições apesar de cantar sentado, Jamelão mostrou a categoria de sempre.

2004 – Infelizmente foi o último Carnaval do grande intérprete Jackson Martins, o cantor da Caprichosos de Pilares foi covardemente assassinado na rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias.

2004 – A reedição de sambas-enredo acabou não pegando no Grupo Especial, quatro agremiações levaram sambas antigos para a Sapucaí, nos dez anos seguintes em apenas três vezes escolas fizeram “remakes” na Sapucaí: Porto da Pedra (“Festa Profana”, da União da Ilha em 1989), Estácio de Sá (“O tititi do Sapoti, da própria escola em 1987) e Império Serrano (“ A lenda das sereias, rainhas do mar”, da mesma agremiação em 1976, com outro título: “A lenda das sereias e os mistérios do mar”).

2004 – Devido à demora em fechar a contratação de um intérprete oficial, a Tradição convidou Alcione para gravar a faixa “Contos de Areia” no CD de sambas-enredo. A Marrom era uma das melhores amigas de Clara Nunes, uma das homenageadas do enredo. O curioso é que Alcione usou o mesmo grito de guerra do intérprete Celino Dias, que saiu da escola depois do desfile de 2003: “Um beijo no seu coração”, logo após o tradicional alusivo “Isto sim é a Tradição!” sempre entoado pelos cantores da escola. No desfile, cantaram o compositor Lourenço e Wander Timbalada.

2004 – Pela terceira vez na história, o CD de sambas-enredo teve a primeira passada de cada faixa sem bateria, com os instrumentos entrando apenas na virada para a segunda passada. Só que ao contrário de 1995 e 1996, quando poucas escolas adotaram esse expediente nas gravações no CD de todas as faixas, só tinham bateria do meio para o fim. A ideia era valorizar as melodias e as letras dos sambas.

2004 – Com o Império Serrano fora das primeiras colocações no fim da apuração, a Beija-Flor homenageou a escola da Serrinha ao colocar “Aquarela Brasileira” como esquenta no Desfile das Campeãs.

2004 – Foi o último desfile que teve Joãozinho Trinta como responsável por toda a preparação de uma escola. Dispensado pela Grande Rio antes mesmo da apuração.

2004 – Joãozinho Trinta acertou com a Vila Isabel para conceber o enredo “Singrando em mares bravios… E construindo o futuro”, mas infelizmente sua saúde ficou debilitada a ponto de o carnavalesco ter de interromper sua participação nos trabalhos.

2004 – O trecho “Hoje eu quero ver / Caldeirão ferver nessa magia” do samba da Imperatriz Leopoldinense foi bastante usado pela TV Globo, nas chamadas do Campeonato Carioca de futebol nos dias que antecederam o desfile. A decisão da Taça Guanabara daquele ano (Flamengo 3 x 2 Fluminense) foi realizada no sábado de Carnaval.

O carnaval de 2004 teve o seguinte resultado: Grupo Especial (LIESA) Passarela do Samba – 22 e 23/02

Beija-Flor de Nilópolis com enredo “Manõa, Manaus, Amazônia, Terra Santa: Alimenta o Corpo, Equilibra a Alma e Transmite a Paz” com 388,7 pontos Campeã, Unidos da Tijuca com enredo “O Sonho da Criação e a Criação do Sonho. A Arte da Ciência no Tempo do Impossível” com 387,9 pontos Vice-Campeã, Estação Primeira de Mangueira com enredo “Mangueira Redescobre a Estrada Real…E deste Eldorado faz seu Carnaval” com 387,9 pontos em Terceiro, Unidos do Viradouro com enredo “Pediu pra Pará, parou! Com a Viradouro eu vou pro Círio de Nazaré” com 386,9 pontos, Imperatriz Leopoldinense com enredo “Breazail” com 386,5 pontos, Acadêmicos do Salgueiro com enredo “A Cana que Aqui se Planta, tudo dá…Até energia! Álcool, o Combustível do Futuro” com 386,2 pontos, Portela com enredo Lendas e Mistérios da Amazônia” com 384,9 pontos, Mocidade Independente de Padre Miguel com enredo” Não Corra, Não Mate, Não Morra. Pegue Carona com a Mocidade! Educação no Trânsito” com 381,2 pontos, Império Serrano com enredo “Aquarela Brasileira” com 380,9 pontos, Acadêmicos do Grande Rio com enredo “Vamos Vestir a Camisinha, meu Amor” com 380,5 pontos, Unidos do Porto da Pedra com enredo “Sou Tigre, sou Porto, da Pedra à Internet: O Mensageiro na História da Vida do Leva e Traz” com 376,7 pontos, Tradição com enredo “Contos de Areia” com 376,7 pontos, Caprichosos de Pilares com enredo “Xuxa e seu Reino Encantado no Canal da Imaginação” com 368,9 pontos, São Clemente com enredo “Boi voador sobre o Recife: Cordel da Galhofa Nacional” com 367,8 pontos.

Foram rebaixadas para o Grupo A as escolas: São Clemente

Grupo: A (AESCRJ) Passarela do Samba – 21/02

Unidos de Vila Isabel com enredo “A Vila e para Ti…” com 180 pontos, Campeã, Acadêmicos de Santa Cruz com enredo” Nas Paginas do Brasil Santa Cruz escreve sua História” com 179,4 pontos Vice-Campeã, Acadêmicos da Rocinha com enredo “O Mago do novo, João do Povo” com 179,2 pontos, União de Jacarepaguá com enredo “Rio de Janeiro, o Rio que o Mundo inteiro Ama” com 178,5 pontos, Acadêmicos do Cubango com enredo “Cubango é Shopping no Mundo do Toma lá da Cá” com 178,2 pontos, Alegria da Zona Sul com enredo “Dorival Caymmi, o Mar e o Tempo nas Areias de Copacabana” com 178,0 pontos, União da Ilha do Governador com enredo “Com Pandeiro ou sem Pandeiro eu brinco. Com Dinheiro ou sem dinheiro… Eu também Brinco” com 177,9 pontos, Paraíso do Tuiuti com enredo “Olha que Coisa mais Linda, o Poeta está no Paraíso com 177,9 pontos, Estácio de Sá com enredo “A Estácio é Dez, o Brasil é Mil e a Fome é Zero” com 177,0 pontos, Inocentes da Baixada com enredo “Sorria! Sou Rio, sou Inocentes, sou Pan, serei Olimpíadas” com 175,1 pontos, Leão de Nova Iguaçu com enredo “Insone Planeta Insano” com 173,0 pontos, Lins Imperial com enredo “75 Anos de Mangueira. É bom se Segurar que a Poeira vai Subir! com 172,9 pontos.

Sobem para o Grupo Especial as Escolas: Unidos de Vila Isabel.

Foram rebaixadas para o Grupo 3 (AESCRJ): Estácio de Sá, Inocentes da Baixada, Leão de Nova Iguaçu, Lins Imperial.

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Referencias: wikipédia, ourodetolo,