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1985 – O Desfile

1985 – Parece que realmente é uma tradição, mais uma vez nossa família e nosso bloco recebem com muita alegria e grande carinho a nova componente Cristina que em Julho de 1984 casou com meu irmão Marco.

 1985 – Neste ano chegou o meu grande momento, realizei o meu primeiro desfile oficial como ritmista tocando surdo de marcação no bloco de embalo Eles que Digam, com sede no Bairro de Santo Cristo e também na Caprichosos de Pilares que apresentou um samba muito bem humorado. Agora a rotina mudou não era mais só o Bafo da Onça, o meu foco era colocar em pratica tudo que havia aprendido em minhas observações durante todos os anos anteriores. Uma bela recordação me ocorre, lembro-me  dos vários passeios com meus pais  na Avenida Rio Branco e neste ano sendo por mim repetido com meu filho Alexander que também íamos para Avenida Rio Branco, ficávamos na altura do Edifício Central pois na esquina da Rua são Jose havia um coreto que a banda animava com as belas marchas carnavalesca. Ficávamos o tempo que o meu filho quisesse ou aguentasse somente então nos retirávamos, novamente fazia o todo o trajeto inverso me dirigia até a Ilha do Governador e depois Jardim América. Quando então colocava a minha fantasia e retornava para a cidade para desfilar no Bafo da Onça, este procedimento somente seria possível nos dias em que não havia a apresentação do bloco Eles que Digam, a realização deste sonho é algo simplesmente inexplicável, participar como integrante efetivo do maior espetáculo da terra o Carnaval Carioca!

 A Mocidade

Realizou uma apresentação histórica para encerrar o primeiro dia de desfiles projetando como seriam os personagens do nosso folclore e o próprio Carnaval no século XXI no espaço.       Embalado por um grande samba-enredo da parceria formada por Tiãozinho da Mocidade, Gibi e Arsênio, pela voz do intérprete Ney Vianna e pela Bateria Nota Dez, os componentes não ligaram para o calor fortíssimo e desfilaram com uma garra impressionante. O espetáculo começou com uma criativa comissão de frente com 14 crianças vestidas de astronautas, e carregando bandeirinhas do Brasil – entre os componentes, o futuro cantor e compositor Dudu Nobre. Após a comissão, um pede-passagem com os dizeres “Um Corso na Lua”. A concepção de desfile do genial Fernando Pinto encantou do começo ao fim. No imaginário do carnavalesco, desfilaram os pierrôs e colombinas siderais, o bumba-meu-boi com três cabeças e os caboclinhos marcianos. Já as baianas e a bateria desfilaram com figurinos que tinham capacetes e asas. E, claro, a exuberância da madrinha de bateria Monique Evans no auge da beleza também ajudou a proporcionar um espetáculo memorável. O grande momento do desfile foi à entrada da tão aguardada alegoria da nave mãe, que levava em discos voadores os componentes de uma escola de samba.

Beija-Flor

Foi prejudicada pelo enorme atraso de seis horas na programação a Beija-Flor, que havia se preparado para desfilar à noite. Já com sol forte, a agremiação nilopolitana entrou com o criativo enredo “A Lapa de Adão e Eva”. Joãozinho Trinta soube que o Pão de Açúcar era uma das formações rochosas mais antigas do planeta, então ele resolveu provocar e inventar: Adão era o primeiro malandro da Lapa e Eva na verdade era a primeira Garota de Ipanema. Daí ambos eram expulsos do paraíso da Lapa e perambulavam em Sodoma e Gomorra, no caso, a Praça Tiradentes. E, vejam só, os Tenentes do Diabo lutavam contra assírios e babilônios. O delírio de João 30 foi retratado em alegorias e alas criativas e escrachadas – a bateria, por exemplo, tinha um figurino que era metade anjo, metade malandro carioca. Diz o samba-exaltação da escola que a Beija-Flor é “um festival de prata em plena pista”, mas pelo menos em 1985 o que se viu foi uma divisão cromática bem variada, o que deu ótimo efeito dada a proposta do enredo. Com boas convenções, a bateria de Mestre Pelé sustentou bem o samba defendido por Neguinho, que ganharia o Estandarte de Ouro de melhor puxador. O samba-enredo, aliás, aproveitava o tom escrachado do tema e atacava aqueles que estavam preterindo o samba por outras tendências musicais: “o crioulo só quer ‘Michael Jekiar”. Depois do frio desfile de 1984, a Beija-Flor e João 30 reagiram muito bem e fizeram a melhor apresentação da segunda-feira.

Aconteceu no Carnaval

Em 23 de julho de 1984, agremiações do primeiro grupo fundaram a Liga Independente das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro, que ficou conhecida como Liesa. Sob o comando de Castor de Andrade, patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel, a Liesa era uma ruptura em relação à Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro (AESCRJ) e tinha como objetivo gerenciar os desfiles e repartir os lucros entre as agremiações. Ao longo dos anos, ficou como praxe as escolas ascendentes à elite se integrarem à Liesa enquanto as rebaixadas voltavam a ser filiadas à AESCRJ.

A LIESA organiza os desfiles do Grupo Especial desde o Carnaval de 1985.

Fundada em 1º de outubro de 1984 o Grêmio Recreativo Escola de Samba Tradição: símbolo Condor Imperial, cores Azul Royal, Azul Turquesa, Ouro, Branco e Prata. Escola de Samba madrinha Império Serrano. Seu símbolo um Condor Imperial, a maior ave de rapina registrada até hoje na natureza, em homenagem ao Império, tendo uma coroa encima da sua cabeça, com as asas abertas, em posição de voo. Seu nome de fundação foiSociedade Recreativa e Cultural Portela Tradição (SRCPT), alterado posteriormente para SCR Amor e Tradição, devido a uma ação judicial proposta pela diretoria da Portela. Após uma reunião, decidiu-se pelo nome atual, já usado em seu primeiro desfile.

A Liesa cria um selo próprio para fazer o disco dos sambas-enredo e passa a negociar a transmissão de TV. Estava acabada a “fase romântica das escolas de samba,” segundo especialistas.

A simpática escola Caprichosos de Pilares conquistou a Sapucaí em 1985 com um samba bem humorado, irreverente e politizado. Ao mesmo tempo em que afirmava que o carnaval tinha “bumbum de fora pra chuchu”, o samba afirmava que o brasileiro tinha saudades da gasolina barata e de votar para presidente da República.

Houve o choque de uma das alegorias da Santa Cruz com um carro da Beija-Flor, causando um enorme transtorno. Chegou-se a cogitar uma inversão de desfile com a Estácio de Sá, mas, depois de mais de duas horas, finalmente a Santa Cruz desfilou.

LIESA

08.04.1985

Presidente                               Aniz Abrahão David

Vice-presidente                     Ailton Guimarães Jorge

Secretário                                Paulo Roberto de Andrade Silva

Tesoureiro                                 Luiz Pacheco Drumond

 Desfile das Escolas de Samba

 O carnaval de 1985 teve o seguinte resultado: Grupo 1A (LIESA) Passarela do Samba – 17 e 18/02

 Mocidade Independente de Padre Miguel com enredo “Ziriguidum 2001, um Carnaval nas Estrelas” com 228,0 pontos Campeã, Beija-Flor de Nilópolis com enredo “A Lapa de Adão e Eva” Vice-Campeã, Unidos de Vila Isabel com enredo “Parece que foi Ontem” com 217,0 pontos em Terceiro, Portela com enredo “Recordar é Viver” com 216,0 pontos, Caprichosos de Pilares com enredo “E por Falar em Saudades” com 214,0 pontos, Acadêmicos do Salgueiro com enredo “Anos Trinta, Vento Sul – Vargas” com 214,0 pontos, Império Serrano com enredo “Samba, suor e Cerveja, o Combustível da Ilusão” com 214,0 pontos, Imperatriz Leopoldinense com enredo “Adolã, A Cidade Mistério” com 210,0 pontos, Estação Primeira de Mangueira com enredo “Abram alas que eu Quero Passar” com 207,0 pontos, Estácio de Sá com enredo “Chora”, Chorões com 200,0 pontos, Império da Tijuca com enredo “Se a Lua Contasse” com 200,00 pontos, União da Ilha do Governador com enredo “Um Herói, um Enredo, uma Canção” com 186,0 pontos, Unidos de Cabuçu com enredo “A Festa é Nossa e Ninguém Tasca” com 182,0 pontos, Acadêmicos de Santa Cruz com enredo “Ibrahim, De Leve Eu Chego Lá” com 180,0 pontos, São Clemente com enredo “Quem casa quer Casa” com 179,0 pontos, Em Cima da Hora com enredo “Me Acostumo, mas não me Amanso” com 160,0 pontos.

 Foram rebaixadas para o Grupo 1B as escolas: Acadêmicos de Santa Cruz, São Clemente e Em Cima da Hora.

 Grupo: 1B (AESCRJ) Passarela do Samba – 15/02

Unidos da Ponte com enredo “Dez, Nota Dez” com 226,0 pontos Campeã, Unidos da Tijuca com enredo “Mas o que foi que Aconteceu” com 226,00 pontos Vice-Campeã, Arranco do Engenho de Dentro com enredo” Chuê, Chua, Moronguetá Cruz Credo” com 220,0 pontos, Acadêmicos do Engenho da Rainha com enredo “Não Existe Pecado do Lado de Baixo do Equador” com 216,0 pontos, Unidos de Lucas com enredo “Essa Gente Brasileira” com 214,0 pontos, Unidos do Jacarezinho com enredo “Do Batuque à Apoteose, o Samba pede Passagem” com 213,0 pontos, Unidos de Bangu com enredo” É Hoje só Amanhã não Tem Mais” com 210,0 pontos, Arrastão de Cascadura com enredo “Depois do mal Feito, Chorar não é Proveito” com 207,0 pontos, Lins Imperial com enredo “Feliz por um Dia” com 202,0 pontos, Unidos de Padre Miguel com enredo “Folia, Amor e Fantasia” com 197,0 pontos.

 Sobem para o Grupo1A as Escolas: Unidos de Cabuçu, Acadêmicos de Santa Cruz, Em Cima da Hora e São Clemente.

 Foram rebaixadas para o Grupo 2A (AESCRJ) na Avenida Rio Branco as Escolas: Unidos de Bangu, Arrastão de Cascadura, Lins Imperial, Unidos de Padre Miguel.

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 Referencias: wikpedia, apoteose.com, canaldoensino, noticiaisbol, pedromigao, liesa.com