Presidentes de Ala da Inocentes aprovam fantasias

Presidentes de Ala da Inocentes aprovam fantasias

Na tarde, do último sábado, os presidentes das Alas de Comunidade da Inocentes de Belford Roxo se reuniram com a presidente das Alas Reunidas, Vera Gorn e com o carnavalesco Lucas Milato, no atelier de fantasias da agremiação para dar o parecer sobres as fantasias que estão sendo confeccionadas para os componentes, assim como tirarem dúvidas e oferecer sugestões.

“Para nós que somos o elo entre os desfilantes e a escola de samba é muito importante sabermos o passo a passo do andamento da feitura das roupas que nossos integrantes vão desfilar, e também vermos se o modelo se adequa ao perfil de cada grupo, que a veste foi destinada. Exemplo: Tem grupos que não gostam de desfilar com o rosto tapado; outros não tem costume de carregar adereços e tem alguns que preferem vestimentas grandes. Nós presidentes de alas estamos sempre atentos a esses detalhes que no final fazem a diferença no desfile, durante a evolução. Graças a Deus, saímos todos felizes do encontro de hoje. A Inocentes vai estar linda na avenida’, disse Mariléia de Jesus (Leinha), presidente da Ala Dupla Sena.

Os interessados em desfilar com a escola de samba no próximo Carnaval, poderão se inscrever às quartas-feiras, a partir das 19h, na quadra de ensaios da agremiação, na Avenida Boulevard, 1741, no bairro São Vicente. Para participar, é preciso levar uma foto 3×4 e comprovante de residência. A inscrição é gratuita e dá direito a fantasia e passagem para o Sambódromo em ônibus oferecido pela escola. Os novos componentes terão como responsabilidade, o comparecimento em todos os ensaios realizados também às quartas-feiras.

Ao receber a fantasia, cada pessoa assinará um termo de devolução da mesma após o Carnaval, que garantirá sua vaga para o ano seguinte.

A Inocentes de Belford Roxo será a segunda escola da Série Ouro a passar pelo Sambódromo no Sábado de Carnaval, com o  enredo “A meia-noite dos tambores silenciosos”, do carnavalesco Lucas Milato. Fala sobre o evento realizado, no Pátio do Terço, quando as nações de Maracatu se unem e fazem um ritual invocando seus ancestrais. É organizada anualmente no carnaval do Recife, é um rito de preservação da tradição afro-brasileira e um grito urgente pela liberdade de credo. Em pleno século XXI, o povo preto ainda encontra dificuldades de dissolver a ordem hegemônica e luta pelo seu espaço na Sociedade.

 

Fotos (divulgação)

 

Paulo Costa