Vila Isabel lança enredo sobre festas e religiosidade

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Vila Isabel lança enredo sobre festas e religiosidade, assinado por Paulo Barros
 
Com fé (e dedicação) na busca pelo quarto campeonato de sua história, a Unidos de Vila Isabel divulgou nesta quarta-feira, 27, seu enredo para o Carnaval de 2023: “Nessa festa, eu levo fé”, assinado pelo carnavalesco Paulo Barros. A proposta autoral, conduzida pelo artista multicampeão, marca o retorno dele à escola (após passagens anteriores, em 2009 e 2018) e também o primeiro ano de gestão do presidente Luiz Guimarães na azul e branca.
No desfile, a Vila, com ajuda de sua aguerrida comunidade, vai navegar por histórias de festejos de cunho religioso realizados mundo afora, em diferentes países e períodos históricos diversos. Da Grécia antiga, a partir das noites em devoção ao Deus Baco, ao Carnaval do Rio de Janeiro, a maior celebração a céu aberto do planeta (e também repleta de conexões com o sagrado, graças às religiões de matriz africana).
Barros define o projeto como inédito em seus 28 anos de carreira e afirma que pretende imprimir uma abordagem respeitosa à fé, mesmo num enredo que trata sobre festas. Para ele, o tema se relaciona com a superação gradual da pandemia, como um próximo passo após a retomada dos desfiles, em abril passado, após uma temporada inteira sem espetáculos:
 — Passamos muito tempo reclusos e isso causou muita tristeza e melancolia. Agora, a situação vem melhorando e esse enredo nasce daí: desse sentimento de que é hora de celebrar. Mas vamos focar em aspectos festeiros, sim, e religiosos também. Sobre quando festejamos para celebrar protetores, padroeiros, deuses e entidades. Todos aqueles em que cada um de nós acredita. Partiremos da fé para que a gente faça na Sapucaí a nossa festa — diz Barros.
Opção ideal
Luiz Guimarães, que se tornou presidente em junho, depois de quatro anos como vice da Vila, comemorou — já no clima do enredo — a escolha feita em conjunto com Paulo Barros e a equipe da Vila.
Para o mandatário, a opção pelas festas de cunho religioso é um aceno às tradições da agremiação, que já saiu campeã do Sambódromo após ter cantado “Kizomba, a festa da raça” (em 1988) e o famoso “Festa no arraiá” (no desfile sobre a agricultura e os trabalhadores do campo, em 2013). Ao mesmo tempo, diz Guimarães, o projeto garante uma abertura para o estilo de trabalho de Barros, conhecido por encantar arquibancadas, camarotes e frisas com surpresas, truques, inovações e inventividades.
— Através de muita conversa, optamos por uma abordagem cultural que contemplasse a Vila e o Paulo, que tem a filosofia e o jeito dele de fazer Carnaval — pontua Guimarães, hoje aos 25 anos e admirador do trabalho do carnavalesco desde a infância.
Escolha sucede homenagem a Martinho
Guimarães, Paulo Barros e o novo enredo passam a dar o tom dos trabalhos na Vila após uma comemorada 4ª colocação na última temporada, quando Martinho da Vila, presidente de honra da escola, foi homenageado em grande estilo na Sapucaí. O êxito naquele período, com aclamação entre críticos e mídia especializada do desfile à abertura das notas, é de onde toda a equipe partirá para a nova empreitada, focada no topo da tabela do Grupo Especial.
Martinho, não à toa, será apresentado em breve aos detalhes do enredo pelo próprio Barros e será, como sempre, convidado a desfilar como um dos destaques da Vila. E, assim como o  músico, os milhares de componentes da escola podem contar, desde já, com alegorias e fantasias decorrentes de uma preparação à altura dos 76 anos de história da instituição.
— A intenção é entregarmos à Avenida e à Vila uma sensação de alegria pura, legítima. Paulo comprou essa ideia e trouxe a ideia de trabalharmos em cima das festividades e da religião. É um enredo em que não falaremos de tristeza. Absolutamente em momento nenhum. Faremos uma celebração da vida como ela tem que ser — completa Moisés Carvalho, diretor de Carnaval da escola e parceiro profissional de longa data do carnavalesco.
O resultado do trabalho será conhecido pelo “povo do samba” (como é chamada a comunidade da Vila), torcedores e o público na Segunda-Feira de Carnaval em 2023 (20 de fevereiro), quando a escola será a terceira a se apresentar rumo à Apoteose. Até lá, diz Barros, a missão será construir um cortejo festivo, cultural, religioso e até pedagógico.
— Uma das diversas funções do Carnaval é informar e transmitir conhecimento. A Vila vai causar impacto com festividades mundiais superinteressantes. E, junto com esse impacto, ainda ajudará as pessoas a conhecerem mais sobre essas celebrações e crenças — finaliza.


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